Publicado em 1 de Outubro, 2011, por Rui Seabra
A atualização do Open Document Format (ODF) para 1.2 foi aprovada unanimemente pelos seus 76 membros (zero abstenções, zero votos contra) na OASIS, esperando-se que a atualização na ISO (via PAS) seja então concluída rapidamente, talvez ainda este ano.
Segundo Robert Weir (IBM) as principais novidades, entre outras, são:
Robert Weir salienta ainda vários projetos de Software Livre que participaram neste processo de revisão, com destaque para o AbiWord, a Calligra Suite, o Gnumeric, o KOffice, o LibreOffice, o lpOD , o ODF Toolkit, o OpenOffice.org, e o WebODF.
o AbiWord,
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Temas: Normas Abertas, Software Livre
Publicado em 30 de Setembro, 2011, por Rui Seabra
Recebemos o seguinte email da AMA a dar boas notícias. Com algum atraso mas finalmente chegou a consulta pública ao regulamento de normas abertas, intitulado Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital.
Exmos. Senhores,
Na sequencia do pedido de colaboração que vos foi endereçado em Maio último, no âmbito da Lei n.º 36/2011 de 21 de Junho sobre a Adopção de normas abertas nos sistemas informáticos do Estado, vimos comunicar o lançamento da consulta pública sobre as normas a integrar no futuro Regulamento Nacional de Interoperabilidade Digital, a decorrer de 30 de Setembro de 2011 a 30 de Outubro de 2011, no seguinte endereço electrónico:
http://participacao.gov.pt/
Agradecemos uma vez mais o vosso contributo.
Os melhores cumprimentos
Rede Interministerial TIC
A analisar detalhadamente, não vá haver alguma pseudo-norma aberta que exclua Software Livre em qualquer funcionalidade sua.
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Temas: Administração Pública, Normas Abertas, Software Livre
Publicado em 6 de Dezembro, 2010, por Rui Seabra
Lisboa, 6 de Dezembro de 2010 – A Associação Nacional para o Software Livre apela aos partidos com assento na Assembleia da República que votem favoravelmente o Projecto de Lei 421/XI (adopção de normas abertas nos Sistemas Informáticos do Estado), como um elemento chave de interesse nacional tanto para a racionalização da despesa pública em informática como no acesso universal de cidadãos e empresas a documentos e protocolos da Administração Pública hoje e no futuro.
«A aprovação do Projecto de Lei 421/XI representa um passo fulcral na saída da Idade das Trevas para a Idade das Luzes ao democratizar interacção de cidadãos e empresas com o Estado, sem se verem obrigados a comprar o mesmo fornecedor que o Estado escolheu» afirma Rui Seabra, presidente da Direcção da ANSOL.
A opção por normas abertas permite um campo equilibrado onde os concorrentes de soluções informáticas podem participar de igual para igual sem estarem dependentes de outros contractos que o Estado estabeleça com fornecedores com presença dominante no mercado, e permite assegurar a longevidade da informação.
«Quando um documento é gravado por um software num formato proprietário de uma empresa, coloca-se em causa a acessibilidade a esse documento pela parte de outros fornecedores, bem como daqui por poucas décadas» acrescenta Rui Seabra, «uma vez que nada garante que esse software funcione nos computadores de daqui a 20 anos».
Numa sondagem realizada pela ANSOL no seu blog com mais de mil participantes, 87% dos votos foram favoráveis à adopção de normas abertas pela parte do Estado.

Sobre a ANSOL
A Associação Nacional para o Software Livre é uma associação portuguesa sem fins lucrativos que tem como fim a divulgação, promoção, desenvolvimento, investigação e estudo da Informática Livre e das suas repercussões sociais, políticas, filosóficas, culturais, técnicas e científicas.
Contactos
ANSOL http://ansol.org/contacto
Rui Miguel Silva Seabra, rui.seabra@ansol.org
Tel. 93 32 55 619
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Temas: Administração Pública, Normas Abertas
Publicado em 20 de Maio, 2010, por Rui Seabra
Quando há quase um ano atrás o Google comprou a On2 por 106 milhões de dólares, muitas vozes se levantaram a pedir-lhes que libertassem o formato vídeo VP8. Aconteceu… existe agora mais um formato livre de vídeo, e orientado a streaming de alta qualidade, o WebM (estilo Matroska) com o codec vídeo VP8 e o codec áudio Vorbis.
A Free Software Foundation apoia este novo formato livre, bem como uma extensa lista de apoiantes que faz antever o suporte nativo para o WebM nos browsers Firefox, Chrome/Chromium (e por consequência nos telefones Android) bem como no Opera.
A presença da AMD, NVidia, ARM e MIPS dá a esperança de estes fabricantes de hardware colocarem suporte nas suas placas gráficas para este formato, aliviando o peso do processamento do formato nos CPUs.
Aparentemente o YouTube também já tem suporte para este formato (finalmente implementando o HTML5 com um formato livre de vídeo), portanto em breve será possível utilizar Software Livre para ver vídeos do YouTube com qualidade directamente a partir do browser sem recurso a ferramentas de download como o youtube-dl, ou outros programas como o Miró (vale bem a pena experimentar este programa), Totem, etc…
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Temas: Google, Normas Abertas, Software Livre, Video
Publicado em 27 de Fevereiro, 2010, por Rui Seabra
A empresa internacional Bull GmbH está a migrar os seus 8000 postos de trabalho para o OpenOffice.org (original em alemão, tradução do Google), focando-se numa estratégia de redução da dependência de formatos proprietários e migração para Normas Abertas, melhor respeitando o lema da empresa.
O trabalho que estão a desenvolver na migração (primeiro analisando os documentos existentes, depois criando modelos que respeitem as normas da casa e convertendo os documentos anteriores).
Uma boa notícia para quem esteja a pensar em migrar e só queira pagar a empresas grandes e internacionais, é que planeiam utilizar o que aprenderem com esta migração para vender o serviço a potenciais clientes interessados.
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Temas: Migrações, Normas Abertas, OpenOffice.org, Software Livre
Publicado em 22 de Maio, 2009, por Rui Seabra
Nada melhor que uma análise aos padrões de “interoperabilidade” da Microsoft feita por um português para iniciar um pequeno conjunto de artigos sobre o tema da interoperabilidade. A seguinte definição que apresenta resume os princípios de “interoperabilidade” que a Microsoft tem demonstrado ao longo dos anos:
Overunderdo
To do good things to the extent that they can be loudly announced but to a slightly lesser extent than would actually make them useful.
Fazer o suficiente para ser amplamente anunciado mas sem atingir o ponto em que seja realmente útil é efectivamente o que a Microsoft fez com o ODF, uma vez que anunciou amplamente o suporte ao ODF no Microsoft Office 2007 SP2, só que apenas é interoperável… com o Microsoft Office 2007 SP2 (e não é por bug ou acidente…).
O algoritmo de overunderdoing é o seguinte:
-
escolher uma preocupação de interoperabilidade
-
resolvê-la até aproximadamente 85% (a percentagem pode variar)
-
escolher sabiamente os 15% a deixar de fora para que se possa dizer que a interoperabilidade funciona, mas com chatices constantes
-
anunciar amplamente na Imprensa
-
lucro: todos lerão o anúncio mas apenas uma pequena porção desses leitores notará as peças que faltam; apesar dos avanços sobre a situação anterior, continuará a não ser prático fazer uso da anunciada interoperabilidade
Boa leitura!
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Temas: Monopolsoft, Normas Abertas, ODF
Publicado em 1 de Abril, 2009, por Rui Seabra
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Temas: 1/4, Administração Pública, Normas Abertas
Publicado em 1 de Março, 2009, por Rui Seabra
O Gabinete de Estado do Reino Unido produziu um relatório que recomenda a utilização de Software Livre e de Normas Abertas pois considera o Software Livre como sendo «um dos mais significativos culturais nas TI, e não só, nas últimas duas décadas», sendo que este demonstra como «torna mais inovador, ágil e financeiramente eficiente» quem o utiliza e desenvolve, e recomenda acção positiva governamental para garantir que o Software Livre «seja completa e justamente considerado nas TI governamentais».
O relatório define na página 8 um conjunto de dez acções concretas recomendadas:
- Clareza nos contractos públicos (desenvolvendo guias para consideração igualitária e sistemática)
- Ampliação do know-how interno no Governo, tanto desenvolvendo competências como a percepção
- Reutilização como princípio prático, sendo um princípio chave o aprender com os outros
- Avaliar a maturidade e sustentabilidade de projectos de Software Livre
- Desafiar os fornecedores a comprovar que têm capacidades em Software Livre, e que as soluções que propõem incluem Software Livre
- Aproveitar os exemplos dos outros
- Trabalhar em conjunto com as empresas da área
- Exigir normas abertas e certificação do software em relação a estas normas abertas (OpenDocument Format em claro destaque)
- Utilizar técnicas do Software Livre, nomeadamente a reutilização e inclusive publicação de Software Livre
- Comunicar, consultar e avaliar o progresso
Parece um bom começo!
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Temas: Governo, Normas Abertas, Reino Unido, Software Livre
Publicado em 2 de Setembro, 2008, por Rui Seabra
Segundo uma reportagem no SOL, no dia 3 de Outubro Steve Ballmer vem a Portugal para «estabelecer contactos com empresários e governantes portugueses».
Será que tem alguma coisa a ver com o Projecto de Lei de Normas Abertas?
Pretende a Microsoft influenciar os governantes portugueses, que detém maioria absoluta no Parlamento, por forma a aniquilar ou alterar até à insignificância o Projecto de Lei?
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Temas: Governo, Monopolsoft, Normas Abertas
Publicado em 5 de Agosto, 2008, por Rui Seabra
A ODF Alliance Portugal anunciou a pré-publicação de trabalhos académicos de investigadores portugueses recebidos no âmbito do «call for papers» sobre formatos de arquivo de documentos digitais promovido no início deste ano numa iniciativa conjunta com o Instituto de Formação e Investigação da Língua Portuguesa (IFILP).
Em Março de 2008, a ODF Alliance Portugal e o Instituto de Formação e Investigação da Língua Portuguesa (IFILP) promoveram, junto de docentes, investigadores e outros intelectuais e académicos, um «call for papers» sobre formatos abertos, o ODF, a sua adopção, as suas implicações e matérias directamente relacionadas. O propósito foi o de contribuir para a criação de um repositório de autoria nacional e em língua portuguesa sobre estas matérias.
A ODF Alliance PT aponta com satisfação o sucesso, pois para além do número de trabalhos proposto ter excedido as expectativas iniciais (sobretudo atendendo à quase nenhuma divulgação destas matérias junto da comunidade académica de áreas alheias às tecnologias), receberam «inúmeros pedidos de esclarecimento e de manifestações de interesse, bem como a adesão de vários apoiantes».
Reconhecem então que se trata de um «indício de que o objectivo maior desta iniciativa (a promoção da discussão sobre formatos de arquivo de documentos digitais) foi atingido».
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Temas: Normas Abertas, ODF, Portugal