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O ACTA É UMA AMEAÇA AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E AO ACESSO AO CONHECIMENTO
Este Anti-Counterfeiting Trade Agreement, negociado em segredo, iria:
  • transformar os ISPs numa polícia private do copyright.

  • impor penas duras e injustas sobre utilizadores e consumidores.

  • dificultar o acesso a medicamentos e conhecimento essencial nos países pobres.

  • inibir a inovação.

  • estabelecer novos processos legislativos anti-democráticos que contornam os parlamentos.

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Erros no Magalhães: ataque ao Governo, Software Livre ou ambos?

Publicado em 10 de Março, 2009, por Rui Seabra

O semanário Expresso dá destaque de primeira página a um ataque a uma política do (o Magalhães ClassMate, do qual sabem bem os leitores frequentes eu também não sou um fã)… só que:

  1. O ataque usa como ariete uma má tradução de um Software Livre, cuja versão pré-instalada tem muitos erros de português (e alguns efectivamente graves)
  2. O ataque é também pessoal a um membro da comunidade de Software Livre, chega ao nível do insulto foleiro (a expressão “emigrante com a 4º classe” é do mais depreciativo possível em Português), mas o número de imprecisões e omissões (e algumas graves) do artigo no Expresso são preocupantes!
  3. Mas existem actualizações na Caixa Mágica que corrigem muitos destes erros que o nem o Deputado nem o Expresso levaram em conta.
  4. Este Software Livre chama-se GCompris (trocadilho francês com j’ai compris, ou seja, compreendi), repleto de actividades educativas e divertidas é orientado ao básico (2 a 10 anos, ou seja em grande parte crianças que ainda não aprenderam nem ler nem contar)
  5. Seja como for, há já umas 3 ou 4 actualizações às traduções (duas delas entre 6ª passada e esta segunda). O problema dos erros de tradução é grave, mas o tempo de resposta foi razoável.
  6. Como termo de comparação, há quem só publique actualizações de graves problemas de segurança a um ritmo mensal.
  7. Problemas estes que por vezes demoram meses ou anos até ser corrigidos
  8. Durante este tempo, a instalação de spyware, pornware, vírus e outras calamidades informáticas é muito mais fácil.
  9. Juntemos a isto o facto de que o Windows XP deixa de ter suporte da parte da Microsoft dentro de uns dois ou três meses.
  10. Assim, cada crianças fica facilmente exposta aos evidentes riscos que estas coisas acarretam.

Mas eis que mais ou menos na mesma altura a Patrícia Fernandes (Relações Públicas e Gestora da Imagem Corporativa da Microsoft Portugal), lança umas curiosas mensagens:

  • não faças aos outros o que não gostas que te façam a ti
  • erros do Magalhães e a Caixa Mágica — experiência curiosa, não é?
  • o barato sai caro
  • Pobres crianças com Magalhães em Linux.
Patrícia F revela algumas cores?

Patrícia Fernandes revela algumas cores?

Desconstruamos estas mensagens com um pouco de ficção:

  • A Microsoft não gostou da exposição que recebeu do Vortalgate (que apenas teve uma menção com graves incorrecções factuais na mesma edição do Expresso). Tomem lá a resposta apenas com 2 dias de intervalo.
  • Magalhães com Caixa Mágica é um erro (não interessa que tenha sido meramente a tradução de um em mais de mil programas, nem que o Software Livre em causa tenha mais de 100 actividades)
  • Toma lá, ó Governo que é para veres o que acontece ao escolher incluir Software Livre em vez de ser só Microsoft…

Sr. Primeiro Ministro, tudo indica que por trás deste caso há mais que uma cabecinha pensadora… isto é um ataque dois-em-um, tal como os champôs anti-caspa:

  1. Ataque violento ao Governo
  2. Ataque violento ao no Magalhães

Portanto, se quer retirar algum software, pense bem no que quer retirar:

  • software de qualidade cuja tradução era má (mas que foi melhorada ao ritmo do Software Livre quando se encontram problemas),
  • ou software que coloca as crianças em risco!

ACTUALIZAÇÃO (2009/03/10 10:50): A Patrícia Fernandes está muito empenhada em promover o Expresso:

A Patrícia continua...

A Patrícia continua...

Categoria: Software Livre | 56 comentários »
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Estado dá mais 14 Milhões de Euros à Microsoft sem Concurso Público

Publicado em 30 de Dezembro, 2008, por Rui Seabra

Compreas Públicas de Software

Compras Públicas de Software

O site governamental onde são publicados os ajustes directos tem mais uma pérola: a AMA, Agência para a Modernização Administrativa, IP, renovou sem concurso público o seu licenciamento Microsoft.

  1. Estamos a falar de 14 milhões de Euros! O limite legal dos Ajustes Directos é de 75 Mil Euros.
  2. Dava para cerca de 10 mil Magalhães com Internet durante 4 anos no e-escolinhas!

Mais uma autorização especial; pergunto-me se o Tribunal de Contas continua a assinar por baixo “porque pode”, como o fez quando o Estado ofereceu 4 Milhões de Euros à SAP? (não digo isto de ânimo leve, tenho uma resposta do TC que me deixou apavorado, isto está a saque)

E como explicar os 5.5 Milhões de Euros que a FTC da Universidade de Coimbra gastou em renovação de licenciamento Microsoft quando poderia utilizar esse dinheiro para beneficiar quase 2 mil alunos carenciados? Há quem diga que foi um erro de introdução que seria corrigido em breve, mas passaram-se já vários meses, mas quem o diz ou é anónimo ou não soube essa informação de forma legítima, portanto como se pode confiar nisso quando os nossos processos democráticos (supostamente confiáveis) declaram que foram 5.5 Milhões?

Mas a telenovela das despesas públicas com software não tem quem a controle? São os nossos impostos!

Categoria: Notícia | 10 comentários »
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Recomendações de Uso de Windows são mera Publicidade Paga?

Publicado em 3 de Dezembro, 2008, por Rui Seabra

Quantas vezes não lemos aquelas tristes palavras na publicidade de um fabricante de hardware, por exemplo portáteis? Sabem? As «Zbr recomenda Microsoft Windows»?

Aparentemente não são recomendações nenhumas, pois apareceu informação que revela que não passam de parte de um programa publicitário da Microsoft, em que esta paga aos fornecedores para que escrevam tais afirmações.

Assim sendo, não são para levar a sério. Agora sim, faz sentido que a Fujitsu-Siemens [oops] Toshiba quisesse atirar o portátil pela janela fora:)

Categoria: Notícia | 24 comentários »
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FCT da U. de Coimbra gasta 5.5 milhões de Euros em Licenças Microsoft

Publicado em 12 de Outubro, 2008, por Rui Seabra

A Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra gastou 5.5 milhões de Euros no Microsoft Campus Agreement, em .

Fazendo a propina a 950€, a FCT-UC poderia oferecer a propina a 1900 alunos e ainda oferecer 37 prémios de mérito de igual valor por ano, durante três anos. Para tal bastava não oferecer dinheiro à Microsoft…

Categoria: Software Livre | 70 comentários »
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Patentes de Software? Microsoft patenteia PageUp/PageDown

Publicado em 3 de Setembro, 2008, por Rui Seabra

PageUp/PageDown Pwned by Microsoft

PageUp/PageDown Pwned by Microsoft

A Microsoft parece decidida em demonstrar ao mundo como as só servem para prejudicar a concorrência, os utilizadores, e apropriar-se de tudo à face na terra como se fosse invenção sua. Repare no seu teclado, tem um par de teclas “Page Up” e “Page Down”. Há muitos anos.

Agora estão patenteadas. A Microsoft patenteou as teclas “Page Up” e “Page Down”.

E é com chapadas destas na cara que depois vem feita virgem ofendida (e com toda a lata) mostrar-se triste por não oferecermos a outra face para a chapada seguinte.

Categoria: Software Livre | 51 comentários »
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Steve Ballmer em Portugal: Contra a Lei das Normas Abertas?

Publicado em 2 de Setembro, 2008, por Rui Seabra

Segundo uma reportagem no SOL, no dia 3 de Outubro Steve Ballmer vem a Portugal para «estabelecer contactos com empresários e governantes portugueses».

Será que tem alguma coisa a ver com o Projecto de Lei de Normas Abertas?

Pretende a Microsoft influenciar os governantes portugueses, que detém maioria absoluta no Parlamento, por forma a aniquilar ou alterar até à insignificância o Projecto de Lei?

Categoria: Software Livre | 8 comentários »
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Concurso público com benefício exclusivo para Microsoft em toda a Administração Pública

Publicado em 20 de Junho, 2008, por Rui Seabra

[Actualização]: Artigo 49º do CÓDIGO DOS CONTRATOS PÚBLICOS, promulgado em 3 de Janeiro de 2008, via Decreto de Lei 18/2008 de 29 de Janeiro é o Artigo 43º do Decreto de Lei 197/99 que já dizia:

É proibida a fixação de especificações técnicas que façam referência a um fabricante ou uma proveniência determinados, a um processo específico de fabrico, a marcas, patentes ou modelos e a uma dada origem ou produção, que tenha por efeito favorecer ou eliminar determinadas entidades ou determinados bens.

Na newsletter semanal do Portal do Cidadão recebi um aviso que havia novo site para a Agência Nacional de Compras da . Acedendo ao site reparo que está a decorrer um concurso público para aquisição de computadores e software para toda a administração pública.

Segundo o Artigo 1º Objecto do Concurso, este concurso «tem por objecto a celebração de um acordo quadro para a aquisição e, opcionalmente, aluguer operacional de equipamento informático, bem como a prestação complementar de serviços associados em todo o território nacional, Portugal Continental e Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira.», por outras palavras, para toda a Administração Pública.

O âmbito deste concurso, segundo o Ponto 2 do mesmo Artigo 1º, afecta desktops, laptops, e servidores, distinguidos nos seguintes Lotes:

  1. Computadores Pessoais Base
  2. Computadores Pessoais Avançados
  3. Computadores Portáteis Base
  4. Computadores Portáteis Avançados
  5. Computadores Portáteis Leves
  6. Servidores Base
  7. Servidores Avançados

No Artigo 4º Critérios de Selecção, Ponto 3 declaram que para os lotes 1 a 5 (desktops e portáteis) são exigidos vários componentes com descrições genéricas (até aqui muito bem) e depois obrigam a utilização do vender o Windows Vista Business, beneficiando exclusivamente uma empresa com posição dominante no mercado, e cujas actividades renderam já várias sentenças por abuso de posição dominante.

Nos Artigo 8º Proposta, Ponto 7 e Artigo 10º Documentos que acompanham a proposta, Ponto 2, Alínea d obrigam à utilização de um formato proprietário da Microsoft (o do Microsoft Excel, .xls).

Sou eu que sou denso ou isto é de uma ilegalidade todo tamanho?

Como é que pode funcionar a concorrência quando o maior comprador de equipamentos informáticos no país beneficia exclusivamente uma empresa com posição dominante?

Categoria: Software Livre | 75 comentários »
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“Grave conduta profissional imprópria” da Microsoft

Publicado em 19 de Junho, 2008, por Rui Seabra

Há pouco mais de 2 meses, o Parlamento Europeu solicitou à Comissão Europeia que esclarecesse se a Microsoft não deveria ser excluida de concursos públicos devido à sua conduta, que já levou a várias sentenças (das quais resultaram multas elevadas que a União Europeia ainda não viu nem um cêntimo) por abuso de posição dominante. A PC World diz que chegou a resposta da Comissão Europeia (mas não a encontro no site da CE nem do Parlamento Europeu) que aparentemente diz que «os governos que contratam serviços de TI podem concluir que há grave conduta profissional imprópria e banir a empresa».

Parece-me que ou o artigo na PC World é incoerente, ou então a Comissão Europeia tentou esquivar-se à questão, pois no artigo dizem logo de seguida que «não o deveriam fazer devido às multas». Ora mas as multas ainda não foram recebidas pela União Europeia, não viram ainda um cêntimo sequer, logo provavelmente esta questão deve-se ao facto de a Microsoft, assim que a poeira assentou passado perto de um mês e já ninguém falava da multa, ter voltado atrás com a palavra e decidido apelar contra as multas.

Por cá, já se sabe, quando há concurso público criam-se logo condições de benefício exclusivo à Microsoft. Faz bem voltar a lembrar o que disse a Comissão Europeia, segundo a PC World:

«Os governos que contractam serviços de TI podem concluir que há grave conduta profissional imprópria e banir a empresa

Em Portugal? Yeah right…

Categoria: Software Livre | 4 comentários »
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DRM Prejudica consumidores multimídia, e o Meo?

Publicado em 18 de Maio, 2008, por Rui Seabra

O Microsoft Vista Media Server vem cheio de . Ao desígnio arbitrário do emissor ou do produtor de conteúdos, um consumidor vê-se proibido de exercer um seu legítimo direito, como por exemplo o de gravar um programa para ver mais tarde, ou a horas mais convenientes.

O resultado, esse, está à Vista:

Exemplo do DRM da Microsoft a prejudicar um consumidor

GRAVAÇÃO CANCELADA

“American Gladiators” não pode ser gravado.

Restrições definidas pelo emissor e/ou produtor do conteúdo proibem a gravação deste conteúdo.

Para quem pensar que isto é só com o Media Server da Microsoft… desengane-se! O Meo da PT Comunicações é feito com a mesma tecnologia Microsoft, e estes problemas existem sob variadas formas.

Depois de saber estas coisas todas, ainda acham que «o Comando é Meo»?

Eu cá nunca hei-de-ter uma porcaria destas em minha casa.

A propósito, está na altura de actualizar o Mythbuntu que é Software Livre e nunca criará este tipo de restrições artificiais contra os interesses dos consumidores, que afinal são a vastíssima maioria dos intervenientes neste sistema de entretenimento unidireccional antiquado.

Categoria: Software Livre | 18 comentários »
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Países fantoche largam ISO após defender Microsoft

Publicado em 15 de Maio, 2008, por Rui Seabra


O Líbano, a Turquia, Chipre, Trinidade e Tobago passaram a membro-P na para votar a aprovação do OOXML, e após a missão cumprida, estão a deixar de ser membro-P.

Um país membro-P da ISO tem a obrigação de participar do processo de normalização (o P é de Participante).

Pois, dá muito trabalho participar na ISO se não for para apenas votar APROVAÇÃO SEM COMENTÁRIOS do OOXML da Microsoft/ECMA, como o fizeram estes países…

Em Portugal queriam convencer a fazer o upgrade para que passe a pertencer ao SC34, e não apenas ao JTC1, preferencialmente como membro-P, mas nem na sua própria hoste conseguiram apoio para tanto trabalho.

É que quando o OOXML era para ser uma reunião de aprovação rápida e silenciosa, não foi tão rápida quanto desejada e sobretudo nada silenciosa.

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