Relatório do protesto contra o DRM
Esta noite fomos (Pedro, Marcos, Paula, Rui) para o shopping Vasco da Gama, em Lisboa, protestar pacificamente contra o DRM. Como fomos poucos, optamos por distribuir um panfleto informativo sobre o DRM. Das 300 cópias a preto e branco (imprimir a cores custa 14 vezes mais!) foram distribuídas perto de 250. Para o pequeno grupo de pessoas, nada mau!
Iniciámos distribuindo às pessoas que estavam na bilheteira de cinemas da Warner Lusomundo. Rapidamente nos pediram para distribuir fora da área do cinema. O Pedro, que estava a distribuir na entrada do cinema, mas no exterior, foi interpolado por um segurança que nos pediu para apenas distribuir lá fora. Aceitamos o convite enquanto ainda era simpático, e fomos para as entradas do Vasco da Gama distribuir o panfleto.
E foi assim que fiquei durante algum tempo, nas traseiras do Vasco da Gama, sorridente e a desejar uma boa noite às pessoas que passavam, quer aceitassem quer não as cópias que lhes oferecia.
Para quem não conhece as traseiras do Vasco da Gama, um metro depois das escadas rolantes está o passeio pedonal (que é Via Pública), depois os pinos junto à borda do passeio, depois a estrada, depois a zona pedonal onde se encontra o Pavilhão Atlântico.
Divertido foi ver os seguranças do Vasco da Gama a tentarem assustar-me pela força dos números… mas resisti bem!
Primeiro veio um, disse que eu estava na propriedade privada do Vasco da Gama, e que teria de distribuir os panfletos depois dos pinos (anti-estacionamento).
Educada e polidamente, sempre com um sorriso nos lábios, refutei e rejeitei sair da Via Pública em que me encontrava, até prova em contrário, e que estava disposto a que essa informação me fosse confirmada por um verdadeiro Agente de Autoridade (ou seja, Polícia).
Pouco depois, enquanto o mesmo segurança observava à distância, um seu colega também me abordou, com a mesma conversa. E eu mantive a mesma postura.
Mais tarde, veio um terceiro segurança enquanto 1 observava na zona de baixo, e 2 observavam na zona de cima.
O azar deles é que, por muito simpáticos que tivessem sido:
- estou firmemente convicto de que ali é Via Pública (e já não é a primeira vez que me tentam expulsar de uma Via Pública, da primeira veio em minha defesa o Agente de Autoridade destacado pelo Governo Civil para vigiar a Manifestação contra Patentes de Software em frente a um Hotel, cujo Gerente nos tentou expulsar)
- de 15 em 15 minutos passava um carro da Polícia a 2 metros das minhas costas, e nunca me abordaram
- mal veio o segundo segurança, a mentira veio logo ao de cima, pois a única coisa que necessitavam era trazer um Agente de Autoridade, e não o trazendo estavam a admitir não ter razão.
- Depois do momento em que estiveram tantos seguranças por minha causa, se surgisse um Agente de Autoridade, a primeira coisa que fazia era uma queixa da sugestão de violência representada pelo número de seguranças que me tentavam expulsar da Via Pública
Por isso, nada de medo, mantenham uma boa mas firme postura, e em princípio nada de mau acontecerá.
No final, juntá-mo-nos todos à porta da estação do Oriente numa breve cavaqueira de resumo do evento, e fomos finalmente para casa, exaustos. Espero que também publiquem as suas aventuras!
Categoria: Sem categoria | 5 comentários »
Temas: DRM




