“Generosas” doações…
Aviso à navegação: como os dados não são públicos, alguns destes valores são especulativos. Se alguém souber os reais agradecemos a informação acompanhada de algumas evidências (uma vez que deveria ser pública de qualquer das formas). Assim sendo, os valores abaixo são apenas prováveis (os dados não são públicos) e segundo alguns baseados em informações fiáveis mas… sem provas.
No E-escolas foram 1,2 milhões de computadores e no E-escolinhas foram cerca de 500.000, e sabemos que 42.000 do E-escolas só tinham Caixa Mágica de acordo com com as informações recebidas até ao momento:
| Descrição | Quantidade | Preço Unit. | Sub-total |
|---|---|---|---|
| Microsoft Windows | 1,2 M – 42.000 | 90 € | 104.220.000€ |
| Microsoft Office | 1,2 M – 42.000 | 20 € | 23.160.000€ |
| Microsoft Windows + Office | 0,5 M | 4 €s | 2.000.000€ |
| Microsoft recebe | 129.380.000€ | ||
| Custo total do programa (segundo o presidente da FCM) | 854.000.000€ | ||
Portanto a Microsoft recebe sem qualquer concurso público, quase 130 Milhões de Euros de dinheiros que para todos os efeitos práticos são públicos. Crime?
Agora está-se por aí a noticiar que a generosa Microsoft doou 1 milhão de Euros à Fundação para as Comunicações Móveis [0] [1] [2] [3]. Doaram apenas cerca de 0.7% daquilo que ganharam a uma fundação presidida por uma pessoa com um forte historial de “parcerias” com a Microsoft ao longo da sua carreira profissional.
Mas este donativo provavelmente é dedutível nos impostos a 140%!
Isso significa que a doação de 1 M € induz um benefício fiscal de 1,4 M €.
Conclusões a partir deste negócio:
- Microsoft recebe: 129,78 M € (129,38 -1 +1,4 )
- Microsoft recebe: publicidade positiva por fazer um donativo de 1 M €
- Estado “oferece” (sem concurso): 854 M € (destes, quase 130 M € são só à Microsoft)
- Estado perde na receita fiscal: 1,4 M €
NOTA 1: Valores actualizados graças aos comentários do LX. De notar que não afectaram a percentagem que define a “generosidade” da Microsoft…
Categoria: Crónica, Notícia | 26 comentários »
Temas: Governo, Magalhães, Microsoft



é so larapios, não tem vergonha nenhuma estes gajos, eu barrava a cara de …..
cmps
Hoje o Mário Lino disse que são cerca de 900 M €
Ou 46 M € são trocos para este género de gente, ou uma palavra que começa por l e que rima com uva…
Dos computadores do eescola não estão a ser descontados os largos milhares que foram distribuídos com Linux Caixa Mágica? Esses não levam Microsoft.
Contas são contas… se é para as fazer é fazê-las bem feitas.
Números, por favor… mas só podem ser descontados aqueles portáteis que só tinham Caixa Mágica, exclusivamente…
Caso contrário não afectam os valores.
42 000 de acordo com o banner que está na homepage da CaixaMagica.
Alguém que envie isto para a TVI… a Manuela Moura Guedes tem que… esqueçam, até essa já foi riscada pelo sistema.
(Agora a sério: enviem isto para tudo o que seja redações)
Entendo a indignação dos contribuintes… ácerca também da posição dominante da microsoft. Mas porquê estar sempre a cair sobre o erro ao invés de procurar soluções? Porque é que estamos sempre a falar em microsoft(windows e aplicações) ao invés de falar e publicitar mais linux e ferramentas de software livre e ainda também freeware. Isto de queixinhas não é mais que publicidade gratuita ao gigante dos Sistemas Operativos e aplicações de escritório. Não procuremos culpados… tratemos de fortalecer sim a concorrência… Vejamos a Apple(apesar da microsoft ter posição dominante)… ao invés de se keixarem meteram-se a captivar clientes domésticos, consciêncializa-los que também são fiáveis… O que os produtos de software livre e linux precisam é disso também… um sinal forte que são tão bons ou melhores que os das empresas dominantes. Façam-se publicidades institucionais a promover o linux e openoffice e por aí fora… publicitem o linux e outras ferramentas na televisão, rádio e panfletos…
Preocupam-se tanto com dinheiros públicos mas eskecem-se sempre das ferramentas pra competir com os grandes. Bem haja a todos e obrigado por lerem.
O Sidónio poderia ter razão se estivesse a fazer uma comparação comparável.
Presumo que deva existir uma forma qualquer de comparar cidadania com empresas com posição dominante no mercado e comportamentos suspeitos (se bem que não estou interessado em dar atenção a tamanha alarvice).
Seja como for, esta camada de pombos impede o funcionamento de um mercado normal onde aí sim as empresas poderiam concorrer livremente, mas de momento o mercado está absolutamente corrompido para beneficiar sempre os mesmos à partida sem qualquer hipótese.
Entretanto, a indignação é perante o autêntico roubo que é feito aos impostos que todos pagamos.
Tem algo de útil a dizer sobre isso?
@LX e são exclusivamente Caixa Mágica ou traziam Windows em dual boot? Só contariam exclusivamente.
Seja como for, isso mudaria o número marginalmente: 104.220.000€ em vez de 108.000.000€
Grande diferença…
Caro Seabra, eu não quis fazer comparação alguma. O meu ponto focalizou-se a competir ao invés de lançar mais publicidade a uma empresa que por meios próprios a poderia fazer. Se os meios institucionais não permitem publicidade ao linux nem a ferramentas open source então que se faça um baixo assinado para que tal seja permitido. O útil que eu tinha a dizer sobre o caso já foi dito… entendo a indignação quanto aos dinheiros dos contribuintes… e que vocês e os restantes contribuintes estejam indignados com a situação. Mas eu lembro… nunca se deve lutar contra a maré, podemos ser engolidos ou mesmo acabar por morrer devido ao cansaço, ao invés de lutar contra o sistema temos que saber jogar com as regras e também saber puxar a braza à nossa sardinha, ou seja, ao open source e à liberdade informática. Espero ter contribuido para a discussão.
Obrigado pela atenção
@Rui Seabra
São exclusivamente com CM, os do eescola. Os do e-escolinha (magalhães) é que levam dual boot.
A diferença pode ser pouca mas, como lhe disse, contas são contas e ou se expõe as coisas com rigor ou tudo o resto que fôr exposto também pode ser posto em causa.
Faltou subtrair o custo dos offices pq o portateis CM vão com o OO.
Sidónio:
Em primeiro lugar, não sei se sabes, mas se não sabes passas a saber: Software Livre e freeware não são a mesma coisa, nem se quer têm definições parecidas. Sou totalmente a favor do Software Livre e sou contra todo o freeware proprietário (nos casos em que o Software Livre é distribuído gratuitamente, também é freeware nesse acto de distribuição em particular).
Por exemplo o internet exploder é freeware (ninguém cobra pela sua distribuição) e no entanto é proprietário. E sou totalmente anti-software proprietário (acho que é totalmente incompatível com achar que as pessoas devem poder ter as liberdades do Software Livre.
Seguindo para o ponto seguinte.
Não há concorrência quando um dos players, é escolhido sem concurso, sem consulta pública ao mercado, ou sem recorrer a qualquer outro método de escolha baseado no mérito da oferta. É que não só não há qualquer publicidade que dê a volta a isso, como a Administração Pública não compra com base em publicidade, mas sim em procedimentos administrativos estabelecidos pela lei.
O Software Livre, também não se resume ao GNU/Linux, nem ao software x, ou y.
A ANSOL promove o Software Livre. Mas o problema da falta de transparência e das más práticas na administração pública é de tal forma grave que exige esta denuncia quase constante, não são actos isolados, mas sim constantemente repetidos e que impedem a concorrência e como tal qualquer hipótese de penetração do mercado por parte do Software Livre independemente do seu mérito agravada pelo “vendor lock-in” criado por muito software proprietário. Para além disso é uma obrigação moral de todos os cidadãos denunciar más práticas do estado.
Ao contrário do que diz, isto não é publicidade à m$, mas sim publicidade ao que de mal é feito pela administração pública e pelos governantes.
Lx, uma pequena correcção: o nome da suite é OpenOffice.org e não apenas OpenOffice e o correcto para abreviar é OO.o e não OO.
Questões técnicas eram de se evitar… muita informação à volta de um assunto por vezes pode desinformar ou levar pra outros campos que não os dos assuntos tomados… Mas gostei da alteração aos nomes das empresas e dos tais softwares ditos proprietários… é uma forma de evitar publicidade directa… Tratemos é de meter linux em ekipamentos informáticos ou stickers pros jovens acharem “cool” usar linux. E quem diz que só a Administração pública pode ser o alvo de utilização de software livre? Porquê não começar pelos jovens adolescentes… é aí que moram o futuro do nosso país. Há dinheiro pra Publicitar? Então espalhem flyers, stikers para colar nos cadernos, ofertas de mochilas ou algo do género, venda própria de merchandizing linux e caixa mágica para produtos escolares… Se não falta dinheiro porquê não haver criatividade na distribuição?
E eu referi-me a freeware prk muito software livre é distribuído em suporte freeware… mas quis referir-me tanto a software proprietário como open source. Mas não tentemos encontrar antivirus open source software prk tal apesar de existir muitos não têm protecção residente, o que não deixa de ser lamentável.
http://www.chip7.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=42120
a chip7 está a fazer uma promoção o windows 7 profissional sem office apenas por 199 euros
Boas!
Sou um grande adepto do software livre. Grande parte do software que uso para trabalho (e até lazer) é software livre. Instituí na empresa onde trabalho a utilização do OpenOffice (instalado em mais de 100 máquinas), não havendo Microsoft Office instalado.
No entanto, parece-me demasiado abusivo e arrogante a campanha que se faz anti Microsoft, anti isto e anti aquilo, só porque é software proprietário e porque existem acordos milionários.
Cada um é livre de escolher o que bem entender. Cada um de nós pode comprar o carro que quiser (consoante o budget que tenha). Vamos criticar os vendedores de automóveis por venderem Ferrari’s a quem só precisa de andar a 30 km/h na cidade? O banana é o tipo que comprou o Ferrari. Esperto foi o vendedor!
Então, porque é que no software não olhamos do mesmo modo? O Estado Português é que tem pessoas à sua frente que tomam estas medidas. O Estado é que devia ser o alvo. A Microsoft faz o trabalho dela. Tem milhares de pessoas empregadas, dá muito emprego (é considerada a melhor empresa para trabalhar em Portugal) e os seus accionistas lucram com isso. E lucram, de certo, muitos utilizadores do software Microsoft que se sentem felizes.
Há que abrir a mente e a visão é às pessoas de topo, aquelas que mandam na instituições, no nosso país, para que saibam escolher o melhor. E o melhor, por vezes, pode ser de borla. O problema é que estas pessoas não têm qualquer ligação com a tecnologia e acreditam em tudo o que lhes dizem. E se algum Eng.º Informático (ou até doutra área) lhes diz que Microsoft Office é que é bom. Então, Microsoft Office é que é bom! Ora, se toda a gente usa e o eng.º até confirma que é bom, então é mesmo bom! E ponto final.
Meus amigos, não é abatendo o bom vendedor que conseguimos “vender” o nosso produto. É tornando o nosso produto mais conhecido, mais apelativo e DEMONSTRANDO às mentes fechadas que o nosso produto é o melhor para as suas necessidades.
Não gosto que me coloquem palavras na boca, especialmente quando estão a tentar desvirtuar o que se passa.
Não estamos a falar de cidadãos privados nem empresas privadas, em cujo caso acho bem que façam o que bem entenderem com as suas posses (e em nome da liberdade de expressão, reservo todo o meu direito a criticar a pouca moralidade dessas escolhas).
Aquilo que se fala em artigos como estes é de dinheiros públicos, que são directamente os impostos que pagamos.
Antes de serem acordos milionários, estes acordos são ilegais.
Gostava que algum bom advogado nos desse apoio pro-bono por forma a acabar com esta pouca vergonha.
Acho sempre interessante quando as pessoas começam por alegar serem «grandes adeptos» do Software Livre e depois demonstram claramente não saberem do que estão a falar. Aquilo que define o que é Software Livre são os nossos direitos…
Quando a Administração Pública emite claros sinais (inclusive desrepeitando o Estado de Direito) de que “Microsoft é que é bom”, isso gera uma série de efeitos em rede na sociedade que dificulta a minha vida e dos que, como eu, optaram por fazer valorizar estes nossos direitos.
@sidónio:
Os utilizadores Livres não precisam de anti-vírus porque não têm o paciente-zero como sistema operativo
Uma licença OEM windows custa 90 eur numa qualquer loja de informática.
Penso que os fabricantes de larga escala acer/asus/hp/JP Sá Couto , negoceiam esse valor, pelo que tenho algumas dúvidas que paguem 90 euros pelas licenças oem do Windows.
Acho no entanto 20 Eur muito pouco para o office mesmo tendo em conta que era para o Magalhães.
@Rui Seabra:
Os utilizadores Livres não precisam de anti-vírus porque não têm o paciente-zero como sistema operativo
Ou seja, já que não há sistema operativo padrão atiremo-los aos leões… considero esse seu comentário infeliz… porque até o linux sofre ataques informáticos. Não existe sistema informático no mundo infalível a ameaças que todos os dias aparecem. A partir do dia em que alguém revolucionar um código que infecte todos os sistemas informáticos(o que ñ é impossível que aconteça) espero que não tenha a mesma mentalidade que não havendo sistema padrão que não é necessária protecção.
e tenho dito.
@sidónio
Mas os sistemas GNU/Linux não são susceptíveis aos problemas crónicos e sistémicos de outros sistemas em relação a Vírus graças ao seu design.
Claro que se uma pessoa não actualizar o sistema fica vulnerável a outras classes de problemas. Daí que…
… quase chegou lá, só está é a tentar transformar um problema real de um sistema num problema hipotético que pode acontecer a qualquer um.
Com este comentário revelou que não sabe nem compreende como funciona o software, muito menos sistemas operativos, e prefere viver na ficção televisiva onde até um portátil da Apple pode ser utilizado para interagir com uma nave alienígena para instalar um vírus que vence a guerra (referência à idiotice do Independence Day).
Claro que ficcionei. Mas informática não é mistura de ficção com a realidade? ^_^
Não quero dispersar a conversa. Software livre é tudo de bom tanto como software proprietário, cada um que venda e compre aquilo que quiser, porque até nos alimentos temos as marcas de referência e as marcas próprias e não é por isso que deixa de haver concorrência. Não me venha dizer que também vai começar a andar de escola em escola para que nos refeitórios se comprem produtos de marca própria pra ecónomizar :O(desculpe-me a ironia) mas é como eu disse, embora mas é publicitar nos jovens que o linux e software livre consegue ser melhor que os softwares proprietários porque esta discussão já não tem nem pés nem cabeça… Já parece um bando de miúdos a embirrar plo chupa-chupa.
Ou será que quando usamos o computador tocamos no k tá dentro do ecrã?
@Sidónio: Software Livre não tem nada a ver com ter ou não ter marca própria. Ubuntu e Red Hat são marcas próprias.
Falso. Software Livre é uma questão do modelo de licenciamento garantir aos seus utilizadores quatro liberdades que lhes são fundamentais. Os modelos de licenciamento proprietário de software tipicamente proíbem a maioria delas, e frequentemente restringem (no mínimo) a primeira:
Dizer que «é tudo de bom» um como o outro, é claramente uma afirmação derivada de ainda não ter interiorizado estes seus direitos.
Claroooooooooooooooooooo… tal como o firefox não é mesmo?
Por isso que o firefox tá em vias de extinção. ^_^
Livres, mas nem tanto
Os bichinhos da Mozilla, apesar de contar com alguns ameaçados de extinção (como o caso da própria “raposa” do Firefox) continuam livres por aí. Entretanto, as marcas não são liberadas para uso, apesar de os programas contarem com o código aberto. Então, fique esperto na hora de usar qualquer um desses animaizinhos em seus projetos.
in Baixaki.com.br
Porque será?
Quando se é tendencioso e se quer tomar os outros por ignorantes não se olha a meios
Se gosta de software livre é lá consigo, eu quando quis dizer que é tudo de bom foi relativamente ao uso para o qual o utilizador pretende a aplicação informática. Desde que fique satisfeito com a mesma o resto não interessa mais
E para a próxima que queira tomar alguém por ignorante num seu post tente primeiro verificar se você tem a certeza do que diz… Porque isso de tentar passar-me por ignorante não tá a dar resultado.
Pensei que isto era um post de discução, mas plos vistos é um post de ver como é que o Sr. Rui Seabra consegue humilhar quem tenha ideias contrárias às suas.
Porque até agora eu consegui provar que outrora eu já havia dito como Jlard o facto do firefox não ser software livre
e de você ter categóricamente dito o contrário e ainda ter-me passado na altura como ignorante
neste momento vêmos quem é o ignorante na matéria
@Sidónio
Você parece mais um spammer que outra coisa.
As marcas são indiferentes para o Software Livre. Alteram-se conteúdos e o nome e o problema está resolvido.
Isto só não é trivial de fazer para alguém que não perceba da coisa.
Está a descrever-se?
Sim, já tinha dado para perceber que você não gosta (uma vez que se coloca no campo oposto a gostar de Software Livre com esse comentário).
Os direitos do Software Livre são para todos os utilizadores. Os programadores são, 100% do tempo, utilizadores.
Mas você acha que um utilizador não deve ter estes direitos (pois é a única forma como a sua afirmação pode fazer sentido, de um ponto de vista perverso).
«character assassination» é uma arma comum dos trolls e astroturfers. Como as suas patranhas são expostas com trivialidade, reverte para o insulto e ataque ad-hominem.
Claramente o Sidónio, uma vez que o Firefox é Software Livre. Contudo nem todas as edições do Firefox são Software Livre, por exemplo os binários distribuídos pela Mozilla Foundation que dantes (e digo ‘dantes’ porque não sei o estado actual) tinham componentes proprietários.
Mas nem sequer é isto que você argumenta. Você não distingue nem sabe ou não quer distinguir marcas registadas de direito de autor.
As marcas registadas não afectam o direito de autor, e basta substituí-las para levantar restrições introduzidas por meios que são ortogonais à definição de Software Livre.
[...] > 100 milhões € [...]