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Browsers livres contemplados na lista da Microsoft

Publicado em 2 de Março, 2010, por Bruno Miguel

A data: 13/12/2007. E um pouco por todo o mundo as pessoas festejavam o aniversário do dia em que Malta se tornou uma república. Mas, vindo do nada, a Opera Software apresentou uma queixa na contra a Microsoft por alegado monopólio dos , uma vez que a empresa incluía apenas o Explorer por omissão nos sistemas .

Desculpem o momento Abe Simpson no parágrafo anterior, mas não resisti (considerem-se com sorte por não ter incluído também o famoso «Funky Grandpa» aqui no meio). Sou um fã dos Simpsons e não há nada a fazer. Disso e de software livre. ;)

Depois de muitos avanços e recuos, multas aplicadas pela Comissão Europeia à Microsoft, apontares de dedos e sabe-se lá mais o quê, a empresa norte-americana decidiu adoptar uma das soluções propostas pelo organismo europeu e começou a aplicá-la ontem, dia 1 de Março: dar aos utilizadores a possibilidade de escolher um browser através de uma aplicação da própria empresa norte-americana. Isto, claro, apenas após a instalação de uma actualização que estará disponível via Windows Update.

Ao todo, 11 browsers serão apresentados para escolha dos utilizadores. Felizmente para estes, vários deles, como o Google Chrome, o Firefox e o K-Meleon, são software livre.

Para além do Windows 7, também os utilizadores europeus que usam Windows Vista e Windows XP serão contemplados com esta possibilidade. Tal como na mais recente versão do sistema operativo da Microsoft, a actualização está disponível através do Windows Update e apenas os utilizadores com as actualizações automáticas serão notificados.

É pouco; ainda assim, é um passo dado. Mas confesso que estou numa de «esperar para ver o que vai sair disto».

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Categoria: Software Livre | 2 comentários »
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2 comentários

Diogo, em

Eu acho que esta é a solução errada.

Eu acho que não vai resolver os problemas reais.

O problema é não haverem há venda versões de window$ sem internet exploder (ao mesmo tempo que haveriam versões com o dito).

O problema é que durante a instalação do window$ não há a opção de não instalar o ie (não acho que seja justo a m$ ter que “oferecer concorrentes”).

O problema continua na falta de cumprimento dos standards por parte do ie.

O problema está em a m$ estimular os web-developers a utilizar tecnologias que não são standards da web, como o inactive-meX, e o silverlight.

O problema está em várias das aplicações web da m$ (como por exemplo o m$ project web acce$$), não funcionarem sem ie, inactive-meX window$, e um componente do m$ office. Que faz com que quem tenha que usar essas ferramentas tenha que usar TODA a parafernalia da m$ client platform, o que não faz sentido sendo uma aplicação web.

O problema é que a m$ deixou de ter ports de ie para outros sistemas operativos ao mesmo tempo que é ilegal (porque a licença proíbe) correr o ie em outros sistemas operativos. O que reforça aspectos do problema anterior e por exemplo faz com que os web-developers tenham que ter window$ e ie para poderem testar os resultados do seus trabalhos na plataforma mais popular. Acrescento ainda que a ferramenta de debug de javascript para o ie, depende do invi$ual $tudio, que por sua vez depende do window$ (dão conta de algum padrão?).

Esta solução proposta pela micro$oft à comissão, não resolve nenhum desses problemas reais do mercado, ou seja, permite à m$ continuar a fazer lock-in e de nada serve dizer que há alternativas se na realidade não podem ser utilizadas por causa do lock-in. E ainda permitiu à m$ capitalizar na imagem vitimizando-se, porque os media têm apresentado isto como uma imposição da ue, não mencionando que foi proposto pela própria m$.

João, em

O Diogo levantou uma questão importante: vendor lock-in por quebra de standards web.

Uma pessoa próxima a mim estava prestes a ser liberada de ter de utilizar Windows num notebook, quando após uma total satisfação para com o seu novo sistema operativo (Ubuntu), se viu forçado a regredir para Windows pelo simples facto de que a companhia de seguros para qual trabalha sofre de um péssimo sistema de intranet que só funciona com o Internet Explorer 6.

Se não fosse por este ridículo obstáculo essa pessoa seria um feliz utilizador de um Sistema Operativo Livre, ao invés de estar preso ao Windows XP que tantos problemas de performance e segurança lhe dá.

Que conste que as páginas da intranet não fazem qualquer uso de componentes que não sejam do browser: nada de Active-X ou quaisquer programas instalados. É só mesmo desrespeito pelos standards vindo de ferramentas da Microsoft e do pessoal treinado para ignorar tudo o resto.