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Comissão Europeia: ClassMate Magalhães é ilegal

Publicado em 22 de Maio, 2009, por Rui Seabra

Via SOL:

Todos os programas ligados ao Plano Tecnológico da Educação, do qual o é o mais emblemático, estão em causa. Para a Comissão Europeia, o português não agiu de modo transparente, porque as empresas foram tratadas de modo desigual.

Benefícios exclusivos para:

  • Intel
  • Microsoft
  • JP Sá Couto

Dizem as notícias que o Governo nega ter sido condenado pela Europa. É normal… foi acusado e não condenado… de onde virá esta arte de aparentar negar um facto negando-se outro numa frase 100% verdadeira.

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Categoria: Notícia | 19 comentários »
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19 comentários

lolll, respondendo à pergunta, presumo que o sr bill gates e steve ballmer tenham dado umas lições ao caro putativo engº a quando das suas passagens por Lisboa.

Aguardemos pois novos desenvolvimentos.

Impressionante é ainda o facto de ser necessário haver uma noticia ligada à UE para se ter em atenção estes factos que há muito as pessoas ligadas ao Software Livre apontavam.

esqueci-me de mencionar que eu já havia chamado à atenção para a grande probabilidade do desgoverno português se andar a colocar em maus lençóis.
isto de andar com más companhias dá péssimos resultados.

Concursos públicos para aquisição de software podem ser ilegais segundo UE
http://ovigia.wordpress.com/2008/10/25/concursos-publicos-para-aquisicao-de-software-podem-ser-ilegais-segundo-ue/

E a reacção até agora é uma reacção que ronda o chico-espertismo:

  • não fomos condenados
  • não compramos por ajuste directo, foram os operadores

Quando se começa a levantar o lençol …

[...] não deixa de ser com alguma surpresa que hoje leio a notícia através do blog do software livre, que remete para uma notícia do jornal Sol, que a Comissão Europeia considera o classmate [...]

[...] A discussão segue também neste fórum no sapo. [...]

Paulo Costa, em

No caso do software, houve um protocolo assinado pelo Governo com a Microsoft , em que o software foi adquirido por “alguem”:

“A Microsoft aderiu ao projecto e.escola, celebrando com o Estado um Protocolo que visa estabelecer uma parceria para a promoção da info-inclusão e o desenvolvimento de competências em Tecnologias de informação e Comunicação.

A parceria com a Microsoft abrangerá a aquisição de competências e o acesso às ferramentas de produtividade individual em condições preferenciais, nomeadamente através da disponibilização de software de última geração (Windows Vista e Office 2007) a todos participantes do programa e.escola. ”

http://www.portugal.gov.pt/Portal/PT/Governos/Governos_Constitucionais/GC17/Ministerios/MOPTC/Comunicacao/Notas_de_Imprensa/20070605_MOPTC_Com_ProgramasE.htm

Um bocado atrasado , se leres outras noticias vês que esta noticia foi desmentida pela CE .
a que se conclusão se chega , um jornalismo de merda .

que levanta falsos testemunhos

@sergio: A notícia não foi desmentida pela CE, a única coisa que a CE desmentiu foi ter chegado a uma conclusão.

Se leres a notícia completa no SOL reparas também que não é só o Magalhães que está em causa, são os ajustes directos que existe para software.

Um recente que está na Assembleia da República Portuguesa são 10 MILHÕES de EUROS para a Microsoft, do qual o terceiro episódio é a resposta do Ministério das Finanças a desresponsabilizar-se.

No caso do software, houve um protocolo assinado pelo Governo com a Microsoft , em que o software foi adquirido por “alguem”:

Esse protocolo é na minha opinião muito ilegal por beneficiar fornecedores específicos com fundos públicos.

O “alguém” é evidentemente o Estado, uma vez que directa ou indirectamente os fundos são públicos.

Aliás a Comissão Europeia logo à partida chama a atenção de que o fundo utilizado no e-escolas e e-escolinhas é na realidade público.

“A Microsoft aderiu ao projecto e.escola,

A Microsoft desenhou o projecto todo, e está a repetir a asneira em Espanha. Já está a dar bastante estrilho (notícia sobre isso mais tarde).

@sergio: A notícia não foi desmentida pela CE, a única coisa que a CE desmentiu foi ter chegado a uma conclusão.

Senão chegou a uma conclusão, não conclui que o Magalhães é ilegal .
Quando o titulo da noticias diz que o é, o que é , evidentemente falso .
Até se chegar a uma conclusão .

Quanto à microsoft que eu tenha conhecimento , a microsoft pagou para se por lá o windows, no aspecto que teve que o instalar de borla.
Portanto é impossivel, se o software foi oferecido e a mão de obra tambem ter tido privilégios .

Portanto é impossivel, se o software foi oferecido e a mão de obra tambem ter tido privilégios .

Nada é de graça. Quando a Microsoft oferece ao Estado, pagamos mais que 100% nos descontos de impostos que ganham com isso.

Seja como for, o acordo foi cozinhado entre a Microsoft e o Governo. Quando o programa foi anunciado pela primeira vez, apenas a Microsoft e o Governo sabiam da coisa. Fabricantes de portáteis? Nada. ISPs? Nada. Concorrência? Nada.

Diogo, em

Sim, isto foi um cozinhado feito para favorecer algumas empresas, depois atirou-se para lá a Caixa Mágica e outros para fazer crer os que não sabem o que se passa que a coisa foi aberta a todos os que queriam.

Depois vem o bloco central falar em neutralidade tecnológica… Estamos sempre a ver essa neutralidade, mas só em sonhos…

[...] Bill Gates louva GNU/Linux da Extremadura Lembrete das Eleições da ANSOL Dia da Criança (Livre) Comissão Europeia: ClassMate Magalhães é ilegal Interoperabilidade (I): Microsoft esforça-se por [...]

Pedro Silva, em

Mais umas doses, desta vêz para tentar agarrar gente mais adulta:

http://www.euniversidade.net/

…e o correspondente “jornalismo de merda”:

http://tsf.sapo.pt/blogs/mundodigital/archive/2009/05/27/md-332-toshiba-e-universidade.aspx

Sérgio, em

Governo revelou contas do programa e-escolas
O Estado já aplicou 36,5 milhões de euros para a Fundação para as Comunicações Móveis (FCM). O e-escola pagou à Sonaecom 11,6 milhões, à TMN 25,3 milhões e à Vodafone 10,8 milhões.
Um comunicado do Ministério das Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações (MOPTC) revela que o programa e-escola (que abrange o e-escolinhas) está orçado em 390 milhões de euros.

No âmbito deste projecto, o Estado aplicou 36,5 milhões de euros «a título de aplicação de resultados da ANACOM».

Os montantes recebidos pelos operadores terão servido apenas para cobrir os custos dos portáteis, equipamentos de acesso à Net e tráfego que Optimus, TMN e Vodafone disponibilizaram aos beneficiários do e-escolas e do e-escolinhas.

O comunicado do MOPTC lembra que a FCM foi criada com o objectivo de gerir as contrapartidas financeiras definidas aquando da atribuição das licenças de exploração das redes de UMTS.

Os três operadores com licenças UMTS criaram a FCM com um património de 24, 9 milhões de euros e aceitaram integrar membros do Governo na equipa de gestão.

No âmbito do programa e-escola já foram distribuídos 900 mil portáteis, finaliza o comunicado do MOPTC.

Com o esclarecimento enviado hoje, o MOPTC pretende dissipar a a polémica e as suspeitas que têm pairado sobre o Programa e-escola.

Coisas engraçadas:

1. esses valores apresentados não são congruentes entre si
2. os dinheiros são efectivamente todos públicos, uma vez que são fundos que o Estado obrigou os operadores a reservar para projectos do Estado, em troca de um licenciamento mais barato do UMTS.

Portanto sabemos que estes programas custaram quase 400 milhões de euros de fundos que estavam disponíveis para o Estado.

Giro. Mais que esclarecimentos, aumentou as perguntas e as dúvidas.