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O ACTA É UMA AMEAÇA AOS DIREITOS FUNDAMENTAIS E AO ACESSO AO CONHECIMENTO
Este Anti-Counterfeiting Trade Agreement, negociado em segredo, iria:
  • transformar os ISPs numa polícia private do copyright.

  • impor penas duras e injustas sobre utilizadores e consumidores.

  • dificultar o acesso a medicamentos e conhecimento essencial nos países pobres.

  • inibir a inovação.

  • estabelecer novos processos legislativos anti-democráticos que contornam os parlamentos.

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Conselho Europeu recusa documentos ACTA solicitados pela FFII

Publicado em 11 de Novembro, 2008, por Rui Seabra

Depois de na semana passada a FFII ter solicitado um número de documentos ao Conselho Europeu de Ministros sobre as negociações secretas que envolvem o (Anti-Counterfeiting Trade Agreement), o Conselho Europeu respondeu negativamente, recusando com uma surpreendente celeridade.

Nova nota para imprensa da FFII (em inglês) onde é relatada a recusa do Conselho:

Bruxelas, 10 de Novembro de 2008 — o Conselho Europeu de Ministros recusa publicar os documentos secretos do ACTA. A Fundação para uma Infraestrutura de Informação Livre () solicitou estes documentos para possibilitar o escrutínio parlamentar e público. Depois da recusa do Conselho, a enviou uma requisição confirmatória, para que o Conselho Europeu reveja a sua posição, tal como permitido pelo Artigo 7º, Ponto 2 da regulamentação sobre o acesso público a tais documentos.

O segredo da ACTA alimenta as preocupações de que o tratado forneça os meios necessários aos trolls de patentes para extorquir companhias, dificulte o acesso a medicamentos genéricos de baixo custo, conduza à monitorização das comunicações na Internet de todos os cidadãos europeus e criminalize a partilha electrónica de ficheiros em redes peer to peer.

O Conselho Europeu recusa publicar os documentos afirmando que publicação dessa informação poderia impedir o curso normal das negociações, enfraqueceria a posição da União Europeia nas mesmas e poderia afectar as relações com os países envolvidos.

A FFII reafirma a sua requisição declarando que o processo legislativo europeu tem de ser aberto. Se o acordo apenas for tornado público depois de todas as partes o subscreverem, nenhum dos parlamentos da poderá ter escrutinizado os documentos de modo significativo. Para prevenir que isto aconteça, poderá ser necessário renegociar a transparência do ACTA.

A carta de requisição da FFII questiona inequivocamente o segredo do ACTA: «O argumento de que a transparência pública pode ser ignorada em relação a ‘acordos de comércio’ se isso enfraquecer a posição da UE é particularmente doloroso. Exactamente em que ponto é que as negociações de assuntos comérciais podem ser mais importantes que o processo legislativo democrático? Aos 200 milhões de Euros? Aos 500 milhões de Euros? Ao bilião de Euros? Qual é o preço da nossa democracia?»

O Canadiano, sob a Directiva do Acesso à Informação, teve que publicar documentos que providenciaram indícios adicionais sobre a natureza secreta das negociações.

Se o Conselho Europeu voltar a recusar, a FFII poderá levar o assunto ao Tribunal Europeu de Justiça. Um caso anterior de transparência na UE demorou 6 anos a resolver. Por essa altura, o ACTA poderá já estar há muito tempo em plena força.

Ante Wessels, analista da FFII, afirma que «Não temos muito tempo. A única solução que vemos é os parlamentos Europeus forçarem o Conselho a publicar os textos com inquéritos parlamentares de escrutínio.»

Ligações:

Contactos:

  • Benjamin Henrion, FFII Bruxelas, +32-2-414 84 03, +32-484-566109, bhenrion@ffii.org (francês ou inglês)
  • Ante Wessels, + 31 6 100 99 063, ante@ffii.org, (holandês ou inglês)
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Categoria: Software Livre | 5 comentários »
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5 comentários

Lixados com F?…

Esperemos que não, e que seja realmente possível fazer algo!

boas, esta é a democracia que os senhores todos poderosos da Europa estão a construir, ou melhor a destruir.

não mostram aos cidadãos o que fazem ou querem fazer, apenas querem que as pessoas cegamente e sem crítica os siga, quando as pessoas são inteligentes e dizem não, como no caso irlandês, chamam-lhes de tudo e já se preparam para destruir a constituição irlandesa para conseguirem os seus intentos, são estes os reais democratas da nossa Europa.

mas esta legislação não nasceu por cá, está a ser importada dos estados UKUSA, esta é mais uma lei/legislação pela qual se irá ficar a perceber das verdadeiras intenções de Obama, tal como afirmo no que escrevi aqui « http://ovigia.wordpress.com/2008/11/05/o-que-vai-obama-fazer-em-relacao-a-estas-questoes-a-mudanca-mede-se-por-resolucoes-efectivas/ »sobre isto e muito mais.

abs

rjnunes

[...] pelo Conselho citadas no comunicado oficial da FFII (cuja tradução portuguesa pode ser lida aqui) para se recusar a publicar os documentos, a divulgação dessa informação “poderia impedir [...]

Diogo, em

Democracia sem transparência a participação do povo, não tem liberdade e por isso é inútil. Não é assim que queremos viver.

Consigo entender segredo em algumas questões de segurança nacional e/ou pública, não em questões destas.

A UE e os seus membros têm que funcionar de forma transparente para os seus cidadãos, bem como permitir a sua participação.

Acho que não é do interesse da UE e por isso dos seus cidadãos, dialogar com países, que não aceitem princípios como: democracia, transparência e liberdade. Até porque não aceitando estes princípios também não acredito que sejam capazes de cumprir quaisquer tipo de acordos e por isso negociar acordos com eles é inútil.

[...] os contractos efectuados com a micro$oft, algo que vai na linha da também infeliz ACTA [2], que os governos dos EUA, Europa, Austrália e Nova Zelândia, Canadá e Japão estão a [...]