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Administração Pública “oferece 4 Milhões” à SAP, TC subscreve.

Publicado em 11 de Outubro, 2008, por Rui Seabra

Como a Administração Pública optou no passado por SAP, e este fornecedor pratica vendor-lock-in, a Administração Pública vê-se agora obrigada a dar continuidade o fornecedor, ainda que para isso tenha de despender 3.8 milhões de Euros num “” com um único fornecedor consultado, e o Tribunal de Contas subscreve.

Arredondemos para 4 Milhões de Euros, a esta escala 3.8 equivale àquelas promoções de supermercado para enganar tolos.

Citação do Ministério das Finanças:

A SAP foi a única empresa consultada, já que é a detentora exclusiva dos direitos de propriedade destas licenças”, afirma fonte oficial do Ministério das Finanças.

QUATRO MILHÕES DE EUROS OFERECIDOS À SAP é aceitável porquê?

«na semana passada, foi dada a aprovação pelo Tribunal de Contas (TC)»

Não há ninguém que acabe com estes favorecimentos consecutivos a determinadas empresas detentoras de monopólios? Sim, porque ser «detentora exclusiva dos direitos de propriedade destas licenças» é precisamente uma situação de .

Artigo relacionado: Telenovela das Despesas Públicas

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Categoria: Software Livre | 32 comentários »
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32 comentários

Pedro Silva, em

SAP = Somos a Administração Pública

Pedro Lima, em

Se eu comprei no passado um Porsche. E como gostei decidi comprar outro. Tenho que fazer essa compra … à Porsche. Há nisto algum problema de monopólio?

Este tipo de argumentação estúpida sobre monopólios não ajuda nada à causa do software livre.

Pedro Silva, em

Conversa entre dois governantes cá do burgo:

- Já recebeste o cheque da SAP?
- Não pá, infelizmente ainda só recebi o da Microsoft.

Pedro Silva, em

@Pedro Lima

O que não ajuda nada à causa do software livre são tipos como tu que defendem o software proprietário.

PS: Já recebeste o cheque da SAP?

@Pedro Lima: o Direito de Autor é um direito de monopólio artifical concedido pelo Estado ao criador de uma obra ao abrigo da Convenção de Berna, como é o caso do Software. É a isso que me refiro.

Para além disso, o que tu fazes com o teu dinheiro é só contigo, o que a Administração Pública faz com os impostos que nós pagamos é da nossa conta.

Usar o cérebro ajuda.

Pedro Lima, em

Não é uma questão de defender software proprietário. É que neste caso não há monopólio. O estado poderia comprar qualquer outro software financeiro. Nem há vendor lock-in, pois é o software que o estado comprou é um software de base (não é um novo módulo para uma base SAP que já tinha).

Noutros temas, no “não ao imposto MS” por exemplo, acho que têm toda a razão em identificar uma distorção de liberdade no mercado. Mas neste caso do post acho que não existe nenhum problema de monopólio.

É que neste caso não há monopólio. O estado poderia comprar qualquer outro software financeiro. Nem há vendor lock-in, pois é o software que o estado comprou é um software de base

Hello? Lê outra vez o que eu escrevi e lê o artigo que linko se necessitares.

“A SAP foi a única empresa consultada, já que é a detentora exclusiva dos direitos de propriedade destas licenças”, afirma fonte oficial do Ministério das Finanças.

Eles não podiam comprar outro software porque já utilizavam o SAP, e o SAP faz vendor-lock-in

Mas neste caso do post acho que não existe nenhum problema de monopólio.

Mas que raios, tu queres fazer o favor de ler o que escrevo, ou não?

o Direito de Autor é um direito de monopólio artifical concedido pelo Estado ao criador de uma obra ao abrigo da Convenção de Berna, como é o caso do Software. É a isso que me refiro.

Pedro Lima, em

“Eles não podiam comprar outro software porque já utilizavam o SAP, e o SAP faz vendor-lock-in”

Errado. Eles têm SAP num sector da administração e como gostaram (ou qualquer outra razão) optaram por comprar o mesmo produto para as outras áreas. Podiam ter comprado qualquer outro software proprietário ou livre.

Ainda que a tua interpretação possa ser mais correcta (não concordo mas suponhamos que fosse), continuam a ser 4 milhões de euros dos teus impostos que foram “doados” à SAP.

Teria de haver um concurso público. Eles foram vítimas de vendor lock-in e em vez de terem a coragem de fazer um concurso público, acobardaram-se e imploraram ao Tribunal de Contas que lhes salvasse a vida autorizando excepcionalmente um concurso que normalmente seria completamente ilegal.

Não há ponta por onde se lhe pegue.

[...] sequência desta notícia, enviei a título pessoal o seguinte pedido de esclarecimento ao Tribunal de [...]

Gil Brandão, em

Umas contas simples:
3.400.000/14/2.000 ~ 120

120 técnicos com um ordenado de 2000 eur durante um ano…

ou se preferirem equipas mais pequenas, durante mais tempo.

Realmente a alternativa que estou a propor não é “chave na mão”, mas certamente que era uma boa aposta na economia nacional…

Pedro Lima, em

“120 técnicos com um ordenado de 2000 eur durante um ano…”

Melhor seria um estado com menos funcionários, menos serviços, orçamentos mais pequenos e a cobrar menos impostos. E depois podia usar Primavera ou algum open-source desenvolvido em Portugal.

Eu não gosto nada de me repetir, mas tem que ser.
Nenhum governo de um país democrático devia, sequer, pensar em adquirir software proprietário e usar formatos fechados. Devia, sim, usar exclusivamente software livre e formatos livres, e pagar a empresas e/ou indivíduos para desenvolver ou adaptar aplicações livres quando não existir nenhuma que se adeqúe às necessidades das instituições públicas. Assim, deixaria de estar dependente de terceiros e impulsionaria o mercado nacional das TI.

Pedro Silva, em

Eu vou ainda mais longe Bruno: NINGUÉM mínimamente informado pode concordar com a existência de software e formatos proprietários, a não ser claro está os fabricantes, essa corja de ditadores chulos que querem à força toda manter uma monstruosa artificialidade.

[...] Julho 2005 (10) « Administração Pública “oferece 4 Milhões” à SAP, TC subscreve. [...]

Pois é......, em

“Errado. Eles têm SAP num sector da administração e como gostaram (ou qualquer outra razão) optaram por comprar o mesmo produto para as outras áreas. Podiam ter comprado qualquer outro software proprietário ou livre.” Pedro Lima, parece-me um tiro ao lado ;-)

O problema vem de há uns anos atrás que alguém comprou qq coisa à SAP, agora é necessário comprar uma carrada de licenças para o produto funcionar.

Atenção que o processo foi tudo menos pacifico o problema não é a despesa actual essa é mais ou menos inevitável. O problema foi concurso inicial.

Pedro Lima, em

“O problema vem de há uns anos atrás que alguém comprou qq coisa à SAP, agora é necessário comprar uma carrada de licenças para o produto funcionar.”

Eu não conheço detalhes do negócio, mas o que diz a notícia é que no passado compraram para o tribunal de contas e agora vão comprar para 4 outras áreas do ministério das finanças.

E se quiserem continuar a instalar nos outros ministérios vão ter que pagar muitos mais milhões. Eu também acho uma má alocação de dinheiros públicos, mas o único problema está no decisor da compra, e não no software ser fechado ou haver vendor lock-in.

O problema vem de há uns anos atrás que alguém comprou qq coisa à SAP, agora é necessário comprar uma carrada de licenças para o produto funcionar.

@Pois é…: esse problema é bem conhecido e o que estou a levantar: vendor lock-in

hugo_, em

Por 3.8 Milhões de euros contratavam uns quantos programadores a sério, desses estrangeiros, que por cá há toda essa corja universitária ‘m$ biased’, e faziam um planeamento como deve para arrumar o que precisam dentro do prazo das licensas que já possuíam.

Não sei o que é que 3.8M euros “não compram” em software para os obrigar a ficar pela SAP.

Pois é......, em

“Eu não conheço detalhes do negócio, mas o que diz a notícia é que no passado compraram para o tribunal de contas e agora vão comprar para 4 outras áreas do ministério das finanças.”

Não está a funcionar no TC em piloto, julgo que agora gastaram mais esta porrada de dinheiro em licenças para alargar aos outros organismos da AP!

Bonito… A queimar o nosso dinheiro…

Mas façam um update com as alternativas, já agora. Era interessante. :)

E porque havemos de fazer o trabalho deles?

A Administração Pública está totalmente dependente e presa ao SAP.

O que deveriam ter feito era pegar no dinheiro que estão a deitar para a fornalha e fazer um concurso público para a criação de Software Livre que cumprisse as necessidades.

Claro que sonhar não custa, mas como bem deves saber isso não vai acontecer…

@Ricardo Ramalho: como cidadãos temos o poder de o exigir aos políticos. Atirar para trás das costas como “um sonho” ou “uma utopia” é não fazer nada.

Se o exigirmos aos políticos há-de acontecer eventualmente.

Diogo, em

A mim parece-me que há vários problemas:

* suspeito que mesmo que se quisesse utilizar outra solução, nos quatro organismos, haveriam problemas de interoperatibilidade. Como não tenho grandes conhecimentos de SAP, não passa de suspeita. E com isto teriamos um problema de vendor lock-in;

* há um concurso viciado e há favorecimento de um fabricante em especifico;

Foram reprovados projectos de lei na Assembleia da República que favoreciam software licenciado como Software Livre, com base em argumentos como por exemplo preferir software livre alegadamente ser uma escolha de uma tecnologia em detrimento de outra e que isso colocaria os fabricantes de software proprietário de fora. Ambos os argumentos são mentira. No entanto neste caso o governo que é de um dos partidos que ajudou a chumbar os projectos de lei em causa está a fazer exactamente aquilo que criticou.

amv, em

Se alguem esclarecer porque diz que o processo foi provado no TC ou se o TC tem SAP talvez alguma coisa de verdade se fale nestes foruns.

@amv: meu caro António Godinho do TC… bons olhos o vejam… talvez possa pressionar na instituição onde trabalha para que me respondam…

Solicitação ao Tribunal de Contas

… afinal eu estou mesmo muito curioso de saber a verdade… só que até hoje, népias, nem se dignaram a dizer que não teria direito a resposta… ignorância total.

Se for um problema de infra-estrutura do TC, agradeço que tome conta do assunto…

[...] à dependência das drogas pesadas, e esta falta de visão, não é fácil, muito menos quando há concursos públicos que parecem favorecer empresas de software proprietário. Se não acreditam, [...]

[...] não é legal dentro da União Europeia. Portugal não é excepção nestas práticas, e até temos um exemplo bem [...]

[...] passados já vários meses), é o Tribunal de Contas e o Ministério das Finanças com a SAP (4 milhões, aprovados pelos Tribunal de Contas literalmente “porque pode”), o IEFP (3 milhões, que seriam [...]

[...] passados já vários meses), é o Tribunal de Contas e oMinistério das Finanças com a SAP (4 milhões, aprovados pelos Tribunal de Contas literalmente “porque pode”), o IEFP (3 milhões, que seriam [...]