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Não alimentem o Troll LinuxHater

Publicado em 8 de Agosto, 2008, por Rui Seabra

Há uma vaga crescente de pessoas que pensa que um fulano conhecido como “Linux Hater” (gajo que odeia o “Linux”) diz coisas acertadas.

Esta tendência preocupa-me porque não vejo nesse fulano nada mais do que um troll pago para o ser.

As suas “queixas” soam a razoáveis, e são frequentemente de uma detalhe técnico extremamente elevado. Mas o detalhe técnico, de tal forma tão elevado, com que descreve certos problemas, sugere uma clara capacidade para resolver os problemas. Mas não o faz, apenas berra como um menino mimado, que recebe um pónei e ainda reclama.

Ou seja,

  • trata-se de um egocêntrico que gosta de mostrar que é muito bom (tecnicamente apenas), mas tão egoísta que não contribui com propostas de alteração e só reclama
  • ou “ele”, na realidade, não passa de um testa-de-ferro para um conjunto de pessoas que o alimentam com argumentação técnica.

Se a primeira possibilidade é notoriamente má, de um ponto de vista humano, seria a mais simples de aceitar. Só que é incongruente com o vasto leque de temas que ele abrange com qualidade técnica elevada.

E quem é que aprecia qualidade técnica elevada? É isso mesmo, os programadores. Ao apenas reclamar, com muita qualidade técnica atrai a simpatia de programadores. E muitos, ao ver alguém que “admiram” não tomar uma atitude positiva, acabam por lhe seguir o exemplo.

Portanto eu creio que o objectivo é desincentivar potenciais programadores, ou aqueles que não estiverem fortemente motivados. Notem o padrão dos títulos de uma pesquisa no Google por Linux Hater.

Mas por vezes sai-se com coisas que revelam que ele não passa de um Troll muito elaborado, como num artigo recente chamado A Falácia da Escolha. A malta que gosta de falar da “falácia da escolha” começa por não saber o que diz pois não é um tipo de falácia reconhecido.

Mas fica bem dizê-lo, pois não só parece erudito, como parece soar bem e usa um termo caro, a “falácia”. Só que este ponto de vista tem vários problemas lógicos.

Esse artigo ataca fundamentalmente algo que eu reconheço como uma virtude: o não estarmos presos à única opção que um único fornecedor nos dá (ex: o Windows da Microsoft, ou o MacOS da Apple). O podermos escolher uma ferramenta que mais nos convém, e… ao mesmo tempo, poder optar por não escolher e utilizar as ferramentas pré-seleccionadas por um distribuidor de GNU/Linux.

Um dos princípios do ataque à escolha assenta sobre o absurdo que é exigir a programadores pelo mundo fora que parem de fazer aquilo que os motiva, e se concentrem em satisfazer e mimar alguém que nada lhes diz. Nem é familiar, nem amigo, nem fã, nem empregador. Se não lhes pagam (sejam com amor, amizade, reconhecimento ou dinheiro), não há direito a qualquer exigência, ponto final. É claro como água a ausência de direito a exigir.

Existem programadores que, por outro lado, estão motivados em concentrar os esforços, em fazer unificações e simplificações. E estes merecem todo o nosso reconhecimento (como por exemplo os programadores do GNOME, do KDE, e sobretudo as mais populares distribuições de GNU/Linux).

E se não forem sobretudo as distribuições de GNU/Linux, algumas comerciais e que pagam aos seus programadores focados em projectos de simplificação de interfaces, a fazê-lo, quem o fará?

Mas ao mesmo tempo que o LinuxHater reclama da existência da escolha, não só não propõe soluções, como aniquila os esforços de quem por missão simplifica os interfaces para apresentar boas escolhas que simplesmente funcionem. Repare-se em porque é que na sua opinião as distribuições falham:

  • há muitas distribuições
  • as distribuições não são quem tem a perícia para o fazer

Primeiro, a culpa de uma distribuição falhar em simplificar o seu interface é a existência de outras? O raciocínio base é acabar com a variedade de distribuições. Ou seja, por essa lógica de argumentos, dentro de um telemóvel com GNU/Linux deveria estar um Fedora ou um Ubuntu, e não uma distribuição de GNU/Linux que seja minimal o suficiente para caber no reduzido espaço de armazenamento de dados, ou elegante o suficiente para não exigir tanta memória ou CPU.

Ou porque é extremamente mau poder optar por uma distribuição orientada a proteger redes, quando queremos instalar uma firewall.

Realmente, a escolha é uma coisa muito chata, não é? SEGUINTE!

Então a culpa das distribuições é não serem quem tem a perícia para o fazer? Mas são precisamente as distribuições interessadas em fazê-lo que o farão. Não vejo mais ninguém com a capacidade, interesse ou até responsabilidade (no caso das comerciais) em fazê-lo.

E o LinuxHater também não, uma vez que não oferece uma pista de quem tem essa capacidade (a Microsoft ou a Apple, certamente…).

Por isso, façam como eu, ignorem-no. É o melhor a fazer quanto aos Trolls: não os alimentem. Nem o ego, nem os hits.

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                        /   O O\__            os            |
                       /          \         Trolls          |
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Categoria: Software Livre | 37 comentários »
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37 comentários

Pois, é o costume..
Para criticar o Linux ou é egocêntrico ou pago pela Microsoft.
Sem te aperceberes, acabaste por lhe dar razão nas críticas que faz a alguns elementos da suposta ‘comunidade’..

Cumps!

Repara que eu não estou a falar de “por meramente criticar” mas da forma como o faz, que é muito suspeita.

Se ele é tão bom e tem tantos conhecimentos técnicos, porque não participa de forma positiva na comunidade?

Food for thought….

com tt coisa e ainda acabaste por lhe dar mais notoriedade.

n ligues mm, n comentes, n leias… ignora

O facto de ele ser bom tecnicamente implica que ele tenha que usar os seus conhecimentos? Não pode criticar? A crítica pela crítica?

Eu acho que o LinuxHater é uma lufada de ar fresco que impede que os developers e fans não fiquem presos numa esfera irreal de superioridade. O LinuxHater tem um papel muito relevante e é tudo menos um troll. Pode ter outra agenda por detrás, mas tem mais efeitos benéficos do que nocivos na comunidade de utilizadores. É o Zed Shaw do tasco do Linux.

Independentemente das reais intenções do Linux Hater (quiça sejam as piores à face da terra, não sei) há coisas que devem ser ditas. Uma delas é que se não tivermos espírito crítico sobre o que fazemos nunca conseguiremos melhorar e as razões de certas críticas continuarão a existir.

O paradoxo da escolha é um problema. É bom haver escolha… mas tanta?

Não sei se o Linux Hater escreveu sobre a integração do Firefox 3 com o GTK+ 2.10, mas um dia destes vou pôr por escrito o “filme de terror” que é instalar o Firefox numa distribuição com por exemplo um ano e meio.

Cumprimentos
Gustavo Homem

hav0x, em

Curiosamente acho que com as “criticas” dele faz mais para promover o ecossistema FOSS que muitos fundamentalistas.

Sou basicamente o que ele chamaria um “freetard”, se bem que menos que muito boa gente *cof* *cof* e ainda assim acho o blog hilariante e leio regularmente.

Não discutindo o mérito técnico do tipo, ele tem muitas vezes razão e consegue meter o dedo na ferida. And that’s a good thing.
Em relação a ser um troll … take a step back and read some of your stuff.

João Afonso, em

Não conhecia, curti.

Uma delas é que se não tivermos espírito crítico sobre o que fazemos nunca conseguiremos melhorar e as razões de certas críticas continuarão a existir.

O que o fulano está a fazer não é espírito crítico, é espírito destrutivo. Há uma diferença substancial entre uma coisa e a outra. Enquanto que eu defendo o espírito crítico, já não posso defender a posição dele, e custa-me ver gente a achar-lhe mérito.

O paradoxo da escolha é um problema. É bom haver escolha… mas tanta?

Qual é o problema da escolha, a sério que ainda não percebi. Dá exemplos concretos, ou é apenas um argumento da treta :)

Não sei se o Linux Hater escreveu sobre a integração do Firefox 3 com o GTK+ 2.10, mas um dia destes vou pôr por escrito o “filme de terror” que é instalar o Firefox numa distribuição com por exemplo um ano e meio.

Isso não tem nada a ver com “escolha”, nem com distribuições (btw, eu sei a história que está por detrás).

Foi uma opção do desenvolvimento do Firefox 3 que do ponto de vista da integração do browser com o desktop é um passo extremamente positivo.

O papel do distribuidor é decidir se vai facilitar a vida aos seus utilizadores a custo de complicar a sua gestão.

Quanto mais essa gestão for diluída sobre um número grande de pessoas, mais fácil é. Se isso é um trabalho que uma empresa grande como a Red Hat optou por não ter, bem como a distribuição em que te baseaste, porque achaste que iria ser económico/fácil fazê-lo?

Digamos que como distribuidor o erro foi, de certa forma, teu, por embarcar nisso “”"”"”"”sozinho “”"”"”"” demais.

>Quanto mais essa gestão for diluída sobre um >número >grande de pessoas, mais fácil é. Se isso é >trabalho que uma empresa grande como a Red Hat >optou por não ter, bem como a distribuição em que >te baseaste, porque achaste que iria ser >económico/fácil fazê-lo?

Porque a alternativa é não prestar um bom serviço aos clientes, o que para nós não é opção. Em qualquer windows o Firefox 3 instala-se com meia dúzia de clicks….

>Digamos que como distribuidor o erro foi, de certa >forma, teu, por embarcar nisso “”””””””sozinho >“””””””” demais.

A forma como o problema foi criado não permite estar “acompanhado”. A solução é dependente da distribuição, o que implica que o trabalho tem que ser feito N vezes….cada um por si. O erro é de Mozilla Foundation em ter obrigado uma dependencia num software crítico demasiado recente e não ter distribuido um pacote do Firefox, self-contained. Isto vai contra o conceito “spreadfirefox”.

É um erro que tem que ser apontado, pois de contrário pode ver a repetir-se.

O erro é de Mozilla Foundation em ter obrigado uma dependencia num software crítico demasiado recente e não ter distribuido um pacote do Firefox, self-contained. Isto vai contra o conceito “spreadfirefox”.

Nem mais!

É um erro que tem que ser apontado, pois de contrário pode ver a repetir-se.

Perfeitamente de acordo, mas registar o bug e colaborar na sua resolução é a forma correcta de o fazer, e é totalmente distinto do que o Linux Hater está a fazer.

Ricardo J. Nunes, em

Abaixo os fundamentalistas.
Viva a liberdade de opção.

São todos iguais (M$, Apple, Seabras, etc…) embora em escalas totalmente distintas.

@Ricardo J. Nunes: TOU? Eu sou a favor da liberdade de opção, mas preciso de ter uma escolha livre e informada :)

antonio, em

Astroturfer
Sou um Astroturfer

estranho gastou-se tantas linhas a desacreditar e a destruir alguém, começo a desconfiar que o tipo tem alguma razão.

@antonio: pensas que passas despercebido?

o que ele chamaria um “freetard”

Eu acho que as expressões *tard são de muito baixo nível, recomendo-te que não as utilizes.

ainda assim acho o blog hilariante e leio regularmente.

Eu não acho hilariante, acho muito triste e degradante.

Não discutindo o mérito técnico do tipo, ele tem muitas vezes razão e consegue meter o dedo na ferida. And that’s a good thing.

A questão é que “não discutindo pontos relevantes” os irrelevantes ganham relevância.

Sou 100% a favor de críticas válidas, mas o que ele faz não são críticas.

Em relação a ser um troll … take a step back and read some of your stuff.

Sóri? Ai quente anderxtande…

Pedro (o original), em

Nao conhecia o LinuxHater, mas fui ler um bocado e… presumo que seja um escritor humoristico tipo “Fake Steve Jobs”/Dan Lyons

Eu ate’ conheco Windows XP melhor que Linux, mas algumas coisas que ele diz ali sobre ambos sao perfeitos disparates/ignorancias/FUD

João Silva, em

Quem é que te diz que ele não participa de forma positiva na comunidade?

Victor, em

Astroturfer
Sou um Astroturfer

Eu ate’ conheco Windows XP melhor que Linux, mas algumas coisas que ele diz ali sobre ambos sao perfeitos disparates/ignorancias/FUD

Como por exemplo? Mostra lá esse teu conhecimento em Windows.

Abaixo os fundamentalistas.
Viva a liberdade de opção.

São todos iguais (M$, Apple, Seabras, etc…) embora em escalas totalmente distintas.

LOL LOL

Diz o roto ao nu.

Sorry, não resisto, estou a perguntar isto sem ter lido o fio da discussão, mas… será que o ToniDosImpostos retomou a “activaidade”?

É que, admito, tenho algumas saudades dele… pelo menos escrevia bem (frases bem formadas e sem erros gramaticais ou ortográficos) e, às vezes, até colocava algumas questões pertinentes ;-)

Agora um pouco mais a sério e depois de ter vasculhado um pouco sobre o sujeito:

1º, revela que alguém começa a ficar preocupado com as alternativas ao regime de SISTEMA ÚNICO!

E depois, a avaliar pelos press-releases da MS, só precisam de mais dois ou três anos até terem pronto o “novo sistema que vai arrasar definitivamente a concorrência”, uma coisa com um nome muito “pós-moderno”… até lá, há que gerir a confusão.

Quanto às críticas, quanto mais pertinentes o são (e algumas são-no!), maior o “tiro no pé”, dado que acabam por prestar “serviços de consultoria de usabilidade” à CONCORRÊNCIA e a custo zer0!!!

Tem também a vantagem de poder ser usado como caso de estudo em relação à “desconstrução” dos objectivos, métodos e preocupações que move quem “produz” esse tipo de informação: aparentemente profissional, subtilmente (mal) elaborada e imperceptivelmente distorcida.

Digamos que pode, até, servir de “vacina”, se conseguirmos desvendar os seus PADRÕES de argumentação.

Um copywriter destes deve ser (é!) pago em ouro! Até porque têm tendência a fazer ouvir a sua voz mais alta do que a dos outros, isto tudo com um sorriso mostrando uma dentadura perfeita e o ar mais angélico do mundo.

@Rui Seabra:
Tenho seguido com alguma atenção esta espécie de abutre e se por um lado dou-te toda a razão por outro também sou um dos que acho que os necrófagos tem o seu papel na sociedade e como é do conhecimento geral é o higiénico. É esta particularidade que o torna útil à comunidade evitando desta forma que possam acontecer as mais variadas doenças, vírus e afins que de outro modo poderiam facilmente aparecer.
Também é do conhecimento geral que os necrófagos apenas ficam com os restos e é precisamente aí que o presente animal se foca – nos restos deixados pelos outros. Ou seja, não existe qualquer dúvida que outros já comeram a melhor carne. Ora, também aí os outros predadores, entre os quais o imperial e, monopolista rei da selva e o seu séquito de leais fêmeas (leia-se astroturfers), vão tentando limpar o planeta de tudo o que é fraco e doente.

Ora, este personagem não odeia o SL/A já que o utiliza. Não estou a ver alguém que odeia algo a utilizá-lo…
Repara que ele começou bem mas ultimamente tem vindo a descaír e nalgumas situações torna-se ridículo tal como naquele post sobre o bios da Foxconn.
Eu já o visitava há algum tempo e vou continuar a visitar sem qualquer problema. Quando vir que está a cuspir para o ar desligo e vou para outro lado mas quando vir que ele tem razão também sou dos primeiros a concordar. O grande problema são os comentadores já que fale o gajo de que falar lá estão os meninos de serviço a separarem-se em grupos e cada um a defender a sua dama.
Claro que também penso que por detrás disto tudo está uma campanha muito bem montada e devidamente paga mas isso é outra história.

PS: Já que estamos nos animais, estou deveras admirado de teres por aqui uns “amigos” da onça”. Pensava que a esta hora estariam a estudar a melhor forma de combater o teor de uma notícia que anda por aí a correr. Parece-me porém que os menino$ andam distraídos e ao mesmo tempo a ca$a-mãe, mas (desculpa-me a auto-publicidade) estejam à vontade de passar lá na minha tasca. Tenho lá o texto, o código e mesmo uns slides de uma provável forma de como é que o Me2 pode ir ao fundo…

Tiago Silva, em

“Para criticar o Linux ou é egocêntrico ou pago pela Microsoft.”

Ou usa outro *nix…

Ora, este personagem não odeia o SL/A já que o utiliza. Não estou a ver alguém que odeia algo a utilizá-lo

Eu estou a ver. Repara que eu estou a argumentar que o objectivo dele é desincentivar programadores.

Se o objectivo fosse incentivar, a postura seria outra. Junto com artigos destes constariam bug reports, propostas de código etc.

Contudo dificilmente alguém pode ser tão bom tecnicamente em tão vastas áreas, e ao mesmo tempo ser tão egoísta e arrogante que não queira ajudar de forma mais positiva.

Logo a minha opinião é de que é um Testa-de-Ferro para alguém que tem interesse em destruir o Software Livre.

Arranjar argumentos técnicos que mostram os defeitos, necessita de “utilização”, especialmente se não quiserem ser apanhados e passados por mentirosos.

A campanha “Get the Facts” da Microsoft tinha várias mentiras, mas era orientada a malta que não vai ver se é verdade.

A campanha “Linux Hater” pode até no limite ter 100% de factos, mas também tem 100% de veneno e 0% de intenções de melhorar o panorama.

estranho gastou-se tantas linhas a desacreditar e a destruir alguém, começo a desconfiar que o tipo tem alguma razão.

O ónus dessa afirmação é invertível de forma trivial.

Se achas que eu gastei muitas linhas a “desacreditar e a destruir alguém”, então os cerca de 150 artigos do Linux Hater devem desacreditar e destruir muito mais boa gente.

Mas é divertido ver os Astroturfers a defenderem-se uns aos outros.

Edgar, em

Bom não querendo entrar em guerras de qual o melhor Software (proprietário, livre, deste ou daquele), todos têm as suas qualidades e defeitos, todos são necessários e uteis, seria como escolher a melhor impressora, depende de diversos factores: tipo de impressão desejada, qualidade, preço, etc.
Achei curioso o poste do LinuxHater do dia 4 de Agosto, bug report, se for lido sem conhecimento de outros factores podem ser obtidas conclusões negativas sobre o Linux mas para uma pessoa que tenha conhecimentos do que aconteceu e/ou acontece com o pedido de beta testers para o IE8, dá para pensar que essse poste é quase uma desculpa para os pedidos/exigencias para beta testers para o IE8, para os que não tenham conhecimento recomenda-se uma visita ao blog do IE, lêr o pedido de beta testers, os comentários e algumas respostas que foram dadas a alguns interessados. Se o problema é a forma como os utilizadores fazem um bug report, proposta: colocar um wiki com esse fim, todos os utilizadores podem e eventualmente detectam bugs no software, se forem educados de como efectuar um bug report, e de forma válida e correcta para a equipa que faz o despiste de bugs, simplifica-se o complicado, quanto mais utilizadores mais bugs aparecem, muitos repetidos, mas se forem ignorados os utilizadores vulgares, muitos mais bugs continuarão a existir.
Conclusão: Embora ele fale sobre Linux não sei se a critica não é mais adequada à M$.

[...] a look at this blog post (English translation here). It’s about some obscure blogger that goes by the identity [...]

Ricardo Ramalho, em

Li todos os comentários, tenho o LH no meu google reader, e a minha opinião não é tão negativa assim. Vamos por partes:

1) se ele é do Eixo (Microsoft-Apple), só está a fazer um favor! Acaba por chamar à atenção de problemas, e isso é bom. Há casos como um sobre o XOrg, que foi notável em termos de levantar problemas. E depois levanta questões muito relevantes, com uma ironia que me agrada. Quem ganha? As distribuições! Toda a gente no fundo. E faz o seu serviço, porque tem que existir alguém para levantar problemas. Quem não chora não mama, já dizia a minha mãezinha!

2) Tem piada! Chama a atenção para malta completamente estúpida, como um post que ele indicava de uma comparação do Ubuntu com o XP, em que o tipo nem sequer sabia que o XP tinha instalações automatizadas. Porque há muita gente a fazer pseudo-artigos e a por os ditos no digg (e afins…). Linux e open source é fixe, mas convém saber do que se fala e não ser fanático. A malta do Linux, muitos zealots e fanboys, falam muitas vezes sem usarem a concorrencia, falam de cor. E o gajo reporta algumas situações dessas, e felizmente!

3) no meio disto tem muitos posts retardados. E cheira-me que o LH não é um gajo, são vários porque o estilo de escrita muda de post para post. Mas isso não me admira.

Seja lá como for, acho que é algo muito positivo para o Linux no Desktop, que é disso que ele trata no fundo. Tenha ele que intenções tiver, vai dar uma lufada de ar fresco à malta do Linux, porque tem alguém a chamar a atenção para os problemas que o Linux tem. E ele não tem que os reportar a ninguém específico! Ele é livre de não o fazer e de o fazer através do LH. É uma opção! =)

Um bem haja.

Por vezes tenho a sensação que as pessoas só lêem a metade que lhes interessa quando um seu “ídolo” (nota as aspas) é criticado.

Não é o levantar problemas que é mau, é a forma desincentivadora aos “novatos” como o faz

1) se ele é do Eixo (Microsoft-Apple), só está a fazer um favor! Acaba por chamar à atenção de problemas, e isso é bom.

Bom é: ir à mailing list explicar aos developers porque é que FUBAR tem de ser resolvido.

Bom é: ir ao registo de bugs e oficializar que há o problema XPTO

Bom é: sendo tecnicamente competente, propor alterações no sentido de resolver o problema ZBR

Há casos como um sobre o XOrg, que foi notável em termos de levantar problemas.

Esse foi o primeiro caso em que soube do Linux Hater. Mal acabei de o ler surgiu-me o bichinho: este relatório é BRUTALMENTE detalhado. É estupendamente detalhado de um ponto de vista técnico.

Ele até parece saber exactamente qual o problema e como resolver.

Então porque não o faz?

E cheira-me que o LH não é um gajo, são vários porque o estilo de escrita muda de post para post.

Vários sugere um grupo de pessoas organizado com uma agenda.

Isto deve levar a nossa preocupação, e não necessariamente uma aceitação.

O que o mundo do Software Livre necessita é de mais pessoas que o amem, e não que o odeiem.

Porque só quem o ama é está disposto a torná-lo melhor.

Anonymous, em

Não vejo qual o problema. O individuo bem ou mal tem agitado cada vez mais o mundo linux. E mexer, falar e agitar é importante.

De repente, bem ou mal, houve uma agitacao.

Para ser sincero, concordo com muito do que ele diz. Bem ou mal, ja contribuiu muito mais a levantar pontos importantes do que eu com bug reportzinhos…

LnxSlck, em

Já á algum tempo que vi esse site, mas depressa desisti pois a critica era simplesmente de bota-abaixo, muito negativa e completa e unicamente para falar mal.
É fácil fazer um blog a falar das coisas que o Linux tem de mal, mas mais fácil seria fazer um a falar do Windows, e também seria possível um sobre OS X. Não há sistemas operativos perfeitos, que novidade!

Se ele não gosta de Linux, é simples não o use. Eu não gosto de Windows e não é por isso que vou fazer um blog a falar de tudo que está mal, simplesmente não o uso, ainda bem que graças ao Linux pessoas como eu têm a liberdade de escolha, de poder ter um sistema operativo que funciona, e que ainda por cima não tenho que pagar por ele.

O objectivo é simples, por as pessoas a ler o blog dele, fazer um blog conhecido e ganhar dinheiro com isso, e como fazê-lo? É simples, falar de coisas controversas, é sabido que a controvérsia gera interesse e discussão, e é isso que ele (ou eles) querem.

Ricardo Ramalho, em

@mmmm
Este faz “mmmm”. Deve ter genes de algum animal que dá leite… lol!

E quanto ao Comunismo não sei qual é o teu problema ó “mmmm”; ao menos sabes o que é? É que tem muito pouco a ver com a questão de software livre. Mas fica lá com a política “next-next-next”…

@Rui Seabra
Eu não sei onde é a mailing-list de quem faz a biblioteca A, B ou C. Quando algo me crasha no sistema, provavelmente (e de acordo com a lei de Murphy) é quando mais preciso do sistema. Isso não está explícito, custa a encontrar, dá demasiado trabalho para um utilizador normal (mais uma vez dou-te o exemplo de um Arquitecto, ou Designer) – isto para fazer um bug report do tipo “estava a escrever uma carta do OO.org e estoirou” – sabe lá ele quem é o responsável, o que estoirou, quando e de que forma. Se for por parte de um informático, já de si é complexo porque tem que ir perder tempo à procura de saber o que estoirou e de que forma, e depois mandar bug reports e outras coisas do tipo.

Para, muitas vezes, como já experienciei, nem ter sequer uma resposta decente!

Mesmo um utilizador a sério (um informático normal de mente aberta – não um “mmmm” ou gentinha desse calibre com talas nos olhos), por vezes vê-se aos papéis.

Há problemas de integração das várias centenas de projectos que compoem uma distribuição de Linux, é normal que haja! Seria importante uma entidade centralizadora para um standard a sério (não o LSB) para as distribuições Desktop, uma forma de distribuição de aplicações igual para todos. Acho que isto não limitaria ninguém de tomar outros caminhos e fazer distribuições especializadas para o que fosse.

E houve quem chamasse ao que o LH faz uma expressão que não consigo bem traduzir para Português – though love to linux. Isso por vezes faz falta, ter uma postura irónica e caústica sobre as coisas; abana, agita, cria novas ondas de motivação e interesse. É como qualquer relacionamento, geralmente fortalece-se quando se passa um mau bocado!

Mais uma vez friso o que o blog do gajo me irrita por vezes, e que ele sempre disse do início que se refere ao Linux no Desktop. Não nos servidores, não nos routers, não nos telemóveis – embora por vezes fuja desse mote.

Não vejo nada de mal no que faz! É o direito à crítica, e ele exerce-o! Mal ou bem, p’los canais certos ou errados, ele conseguiu atenção e conseguiu que certas críticas chegassem aos sítios certos – como no caso do Samba em que um dos importantes developers deu um mea culpa e assumiu publicamente os problemas que ele levantou.

Com agenda ou sem agenda, com boas ou más intenções ele acaba por estar a fazer bem.

Estes foram os meus 0,02€…

Ricardo Ramalho, em

http://yokozar.livejournal.com/

Descobri este também, mas com uma postura um pouco melhor, e altamente construtivo =)

guilherme, em

Meus amigos, sem concorrencia de OS’s o mundo informático não evolui. E penso que quem utiliza open source software o faz de livre e espontânea vontade. Este sujeita aponta o dedo e nada mais que isso… o que me enerva é o facto de não reconhecer que tudo tem um preço. Se se usa Windows já se sabe que é facil de configurar e.t.c… agora o linux para que está a começar é dificil. Não é nada facil para um noob instalar pacotes, metam no a usar a consola e vão ver. O que faz falta são acções de formação. E estas pois claro que não saem á borla!! Portanto não critiquem o facto de haver mta escolha.. sem ela os preços não baixavam e são pessoas como este hater que fazem o Windows vender tanto, principalmente a trampa que é o Vista. Ele que o use e diga como foi a experiência. Dumbass!!!!

Há quantos séculos não utilizas um desktop GNU/Linux, especialmente dos mais orientados para utilizadores?

É muito mais fácil instalar programas em GNU/Linux que no Windows.

No meu caso é apontar o rato ao menu Aplicações (visível no topo), e no fim do menu tem uma opção “Adicionar/Remover aplicações”.

Gostava que as pessoas deixassem de alimentar mitos suburbanos derivados da sua própria frustração de há uns valentes anos atrás, e porque escolheram a distribuição errada.

Ricardo, em

“No meu caso é apontar o rato ao menu Aplicações (visível no topo), e no fim do menu tem uma opção “Adicionar/Remover aplicações”.”

e se a aplicação que procuras não estiver lá? Ficas a chuchar no dedo….

Rui Moreira, em

Não, não ficas a chuchar no dedo, ou o software existe para a tua distro , e arranjas o pacote, .deb,.rpm whatever :P ….
Se nao houver um package para a tua distro, das duas uma ou compilas do source (sim claro isto não e para todos) ou fazes tu o package, as pessoas tem na minha opinião de evoluir no uso de computadores, e btw tb conheço pessoas que nao sabem instalar programas no windows…. o que irão essas pessoas usar ????
(sim isto e mesmo verdade ja nao e a primeira vez que me pedem para instalar o programa x ou y)

Rui