Microsoft continua a “Dividir para Reinar”
Segundo Michael Tiemann, presidente da Open Source Initiative, Microsoft continua a tentar dividir a comunidade de Software Livre entre “comercial” e “não comercial”, transformando a comunidade em “programadores não comerciais”, para que possa exigir Imposto Microsoft às empresas e aos utilizadores. Nesta tentativa pública mais recente, num artigo da Information Week, lê-se que…
Para protocolos patenteados, a Microsoft oferecerá licenças em “termos razoáveis e não discriminatórios“. Os programadores open source podem aceder aos protocolos gratuitamente para utilização não comercial sem medo de serem processados.
As palavras chave estão lá todas:
- RAND (termos razoáveis e não discriminatórios) é uma bandeirinha de alerta para campos minados por patentes
- aceder aos protocolos significa aceder à documentação apenas
- gratuitamente é uma cenoura à frente dos “burros”
- utilização não comercial está a criar uma parede entre os muitos que não programam com intuito financeiro, para que não se importem com os outros
- sem medo de serem processados diz que os restantes poderão ser processados
Que não se enganem! Estas palavrinhas “mansas” são ditas aos nossos políticos que, crentes na sua “boa fé” e desejosos dos seus “investimentos” e do “marketing” bem a jeito de um “plano tecnológico”, as engolem qual imperador desejoso de mostrar a sua roupa nova.
Estas tentativas de dividir a comunidade para a reinar, e de diluição de conceitos são muito mais difíceis de fazer quando as definições são bem mais simples e focadas no “core business” de dar liberdade aos utilizadores. É mais um motivo pelo qual prefiro falar de Software Livre, ou seja do software cuja licença concede aos utilizadores as liberdades de correr o programa para qualquer finalidade (quebrada pelo RAND e não-comercial), estudar e modificar o programa, bem como distribuir cópias e publicar versões modificadas.
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