Diz NÃO ao OOXML: Comité presidido por Microsoft decide em seu favor
OOXML vs Portugal: 13-7
É com muito pesar que constato que após uma composição inicial controlada pela Microsoft de 7 contra 1, apenas foi possível a participação de mais 12 entidades. 6 a favor de standards abertos, e 6 a favor da Microsoft.
Se da primeira reunião transpareceu um apoio favorável à Microsoft de 7-1, a votação feita há uma hora atrás de 13-7 em favor de um YES WITH COMMENTS é tristemente reveladora.
Com efeito os membros votantes desta CT foram, do lado dos standards abertos:
- ACIDI
- ANSOL
- Ângulo Sólido
- CaixaMágica
- INE
- ITIJ
- Intraneia
…e do lado de standards sem interoperabilidade garantida estavam:
- ADRAL
- ASSOFT
- Câmara Municipal de Santarém
- Câmara Municipal de Cascais
- Henrique O’Neill
- IIES
- Instituto de Informática do Ministério das Finanças e Administração Pública
- JP Sá Couto
- Jurinfor
- Microsoft
- Primavera
- Safira
- ViaTecla
E é assim que uma CT sem representatividade, presidida pela Microsoft, com mais vários business partners, e amigos ou pessoas que optaram por ignorar todo o historial anticompetitivo da Microsoft, indo ao ponto de forjar apoios ao OOXML, decide em favor do OOXML.
Pretendem acrescentar comentários… grande coisa. Segundo as regras da JTC1, na ISO, apenas o NO WITH COMMENTS é que é um SIM CONDICIONAL, uma vez que quando os COMMENTS forem resolvidos o voto passa a SIM.
Categoria: Sem categoria | 122 comentários »
Temas: OOXML Assim Não!



Façamos então com que os comments não passem a sim, certo? Não demos a luta por perdida!
A defesa dos standards abertos em Portugal nesta CT estava perdida à partida.
YES WITH COMMENTS significa: SIM COM DECLARAÇÃO DE VOTO, não existindo qualquer obrigatoriedade de rever e resolver os comentários.
NO WITH COMMENTS na realidade é um SIM CONDICIONAL, isto é, se os comentários forem resolvidos, o NÃO passa a SIM.
Rui, e só demoraram 1 mês para perceber isso?
VD: Acho que um factor essencial para se conseguir cumprir os objectivos é só aceitar a derrota quando esta acontece. Por vezes ganha-se, por vezes perde-se.
Desta vez não foi possível vencer o poderosíssimo lobby da Microsoft. Azar.
>Rui, e só demoraram 1 mês para perceber isso?
>
Há caminhos que, por muito óbvios ou estúpidos que pareçam, precisam de ser feitos.
“Theirs not to reason why / Theirs but to do and die”
http://en.wikipedia.org/wiki/Charge_of_the_Light_Brigade
Numa viagem o mais importante não é o destino, conhecido à partida, mas o caminho trilhado. E neste caso o caminho ter sido feito já foi em parte uma vitória.
Seguindo a tua logica, como sabes que vais morrer, o melhor era acabares já com o assunto e nem te dares ao trabalho. Ou vais demorar 80 anos (ou quanto seja a esperança média de vida) para perceber isso?
– MV
é impressionante o que este país sempre revela, uma falta de carácter incrivel….
mas não é ilegal alguém que vai ser sujeito a um escrutineo, ser presidente dele mesmo???
como é possivel?
eu por mim tenho ainda mais razões para boicotar as entidades que votaram pelo sim.
os presidentes dessas camaras irão ter umas ferias pagas pela m$, e o instituto de informatica deve ser um belo coito da m$….
enfim, pobre país este…
voçtem antepassados estão perdoados…..
MV, a partir do momento que a MSFT foi eleita presidente, numa CT convocada pelo IIMF, diria que já estava trilhado o caminho final.
Óbviamente que o teu trabalho foi de imparcialidade e de mostrar aos ‘marretas’ do costume que se devia abrir o processo, mas já foi tarde e fatal para o processo (do ponto de vista dos standards abertos).
Não só não reconheço autoridade nenhuma na decisão deste comité como a constituição do mesmo me dá vontade de rir.
Entregues à bicharada…
Pelo que estou a ver a IBM e a Sun acabaram por não ter direito a participar na reunião. Por curiosidade sabe-me dizer os motivos apresentados?
Espero que agora noutros países a situação seja diferente para que a microsoft não consiga passar este falso standard.
João Santos: o Instituto de Informática decidiu unilateralmente que não ia aceitar mais que 20 elementos com desculpas que considero esfarrapadas:
1. capacidade da sala do II
2. considera ter sido encontrada uma representatividade equilibrada
Mas o Instituto de Informática…
1. não seguiu um procedimento correcto no convite à participação de elementos para a CT
2. quando se tornou público o procedimento correcto, havia menos de 48h para entidades se proporem (no caso de entidades mais burocráticas a capacidade de decisão supera normalmente este período)
3. a sala do II tinha capacidade para quase 30 pessoas
4. o II tem um auditório que optou unilateralmente não utilizar
5. o II e a Microsoft tentaram legitimar esta decisão horrenda com uma votação na CT para restringir o número de elementos a 20.
Quanto à representatividade, deixo que as pessoas tomem as suas conclusões. Para mim é evidente a sua ausência.
Penso que o processo está errado desde o inicio.
O II (ONS) nao devia ter permitido o processo de FIFO para a constituição da comissão. Devia ela propria ter indicado /ou proposto 10/16 entidades que varresem o especto que devia decidir sobre este assunto.
Nao me parece que o facto do presidente ser da MS tenha tido alguma influencia na decisao final.
O que pesou na decisao foi que a MS mexeu-se mais rapido que a concorrencia e inundou de pedidos de participação dos seus proxies a comissao.
«Nao me parece que o facto do presidente ser da MS tenha tido alguma influencia na decisao final.»
Para além de ter sido o motor de todas as iniciativas que lhes eram favoráveis, e de bloqueador de todas as iniciativas que não lhes eram favoráveis?
Ele tentou calar-me, duas vezes.
As pessoas foram escolhidas a dedo.
O II não deu procedimentos correctos para a adesão de entidades, enquanto que a Microsoft se mexeu para formar a CT junto das entidades suas amigas.
Já agora, pessoas como o Jason Matusow,
Doug Mahugh(já aprovou) e Stephen McGibbon, todos da Microsoft, andam a espalhar mentiras sobre mim, e a não aprovar os meus comentários a refutar as mentiras.Comportamento deveras honesto, não?
Tanto quanto me foi dado a perceber ele nao fez voto de qualidade.
Penso que é eles “aproveitaram” a inexperiencia (ou talvez nao)do II e jogaram com isso.
E o II limpou a agua do capote ao permitir que a CT fosse alargada com o intuito de ser mais abrangente e aberta a todos (FIFO é o processo menos responsabilizante…)
Em todo o caso a MS vai implementar isso, quer seja ISO ou nao (esperemos que na votação A SERIO o NO WITH COMMENTS ganhe).
Ja agora e que tal um resumo tecnico dos membros da CT? (Para ver se eram realmente tecnicos ou apenas puppets?)
A serio? Onde que eu vou la refutar!
Nao, agora a serio: que raio de anedota e esse “instituto da informatica” a que ninguem reconhece nada e do qual nunca se ouviu nada a nao ser agora?
Eu ainda nao percebi uma coisa: esta decisao vai pesar alguma coisa a nivel governamental/legislativo? Vao haver leis sobre isto? Vai ser este o formato “oficial” adopatado pelo governo para troca de informacao?
Isto ja nao espanta muito. E’ so’ a mim que os 350mil portateis me parecem um incentivo ao analfabetismo informatico? Ou melhor, literacia digital, mas com limitacoes. Daqui a 10 anos vamos ter milhares de adolescentes que cresceram com um windows na escola e vao para informatica porque “sao bue bons no comptador” o que vai dar um belo insucesso escolar.
Acho eu.
Tiago Pinto: Estou contigo nas dúvidas! 3 Parágrafos que reúnem grandes preocupações minhas (e se calhar de muitos mais)
Please excuse my use of English. I find it rather disgusting that the vote by Portugal’s committee was affected by committee stuffing by Microsoft and its sympathizers. If anything shows Microsoft’s true colors with respect to open formats, this unabashed abuse of power in Portugal’s choice over whether to standardize on truly open formats or the sham that is Microsoft’s Office XML, this is it.
Perdoe por favor a tradução pobre de Babelfish: Eu encontro-a rather repugnar que o voto pelo comitê de Portugal estêve afetado pelo comitê que enche por Microsoft e por seus sympathizers. Se qualquer coisa mostrar cores verdadeiras de Microsoft com respeito aos formatos abertos, este abuso unabashed do poder no excesso da escolha de Portugal se estandardizar em formatos verdadeiramente abertos ou no sham que é o escritório XML de Microsoft, este é ele.
Já deitei abaixo 2 garrafas de champas!!! Agora espero que se calem de vez com o OOXML …
Rui, não admira que te mandem calar e espalhem “mentiras” sobre ti, ninguem gosta de radicais e a maneira como te agarras às causas, cegamente, leva a que muita gente se alheie delas.
Não sou a favor da Microsoft, considero-os uma empresa bastante mediocre até, mas consigo ver alguns pontos positivos e reconhecer o muito que nos trouxeram no mundo da informática.
Mas no final, o importante é sempre o mesmo… $$$$$$ não é com isso que pagas as contas?
[...] posted today by Rui Seabra on his blog (in Portuguese) and up on Groklaw in English – it looks like the vote in Portugal was [...]
[...] posted today by Rui Seabra on his blog (in Portuguese) and up on Groklaw in English – it looks like the vote in Portugal was [...]
[...] hour ago, a translation from a Groklaw reader showed up. It brought some news from Portugal. Portugal: Votes Yes with Comments on [...]
Anyway, what I’m glad is that you people at Microsoft know two things:
1) The truth is not on your side
2) which is why most people in the world will end up turning their backs on you
«Agora espero que se calem de vez com o OOXML»
Apenas acabou uma batalha.
«Rui, não admira que te mandem calar e espalhem “mentiras” sobre ti»
Não são “mentiras” são mentiras mesmo, quando o perito da Microsoft, Stephen McGibbon, vem dizer que eu estou a inventar coisas no meu relatório, e afinal chega-se à acta oficial e estão lá também…
«ninguem gosta de radicais e a maneira como te agarras às causas, cegamente, leva a que muita gente se alheie delas.»
Onde está o cegamente?
«Não sou a favor da Microsoft, considero-os uma empresa bastante mediocre até, mas consigo ver alguns pontos positivos e reconhecer o muito que nos trouxeram no mundo da informática.»
Não sou a favor da Mafia italiana, considero-os um bando de criminosos até, mas consigo ver alguns pontos positivos e reconhecer o muito que nos trouxeram no mundo do entretenimento.
Esta frase foi só para revelar o quão irrelevante é tal comentário. Uma não não lava as acções da outra mão, pés, corpo e cabeça.
«Mas no final, o importante é sempre o mesmo… $$$$$$ não é com isso que pagas as contas?»
Se o importante é o dinheiro, então porque não entrar no mundo do tráfico de droga, afinal ganharia mais dinheiro do que o que ganho para pagar as contas.
Mas na realidade o importante é viver dignamente, quer se ganhe muito, quer se ganhe pouco, e esta forma de fazer dinheiro é muito pouco digna.
Então e o que é feito da participação de outros como a IBM, SUN e afins?
Não fizeram valer os seus direitos de participação?
Isso também quer dizer algo.
Esta falta de rigor e espirito Português, leia-se a que a culpa é sempre dos outros, vai sendo um apanágio da comunidade Linux em portugal:
- Não fazem qualquer acção der impacto na sociedade que não seja o lamento;
- São sempre reactivos e criticos em oposição ao maior espirito de iniciativa da Microsoft;
- Não tem estratégia, liderança ou um visão integrada dos problemas e posições a tomar;
- Faltam na maior parte das vezes à verdade – por exemplo, O Sr. Mario Valente que o diga pois tanto quanto se sabe ele também se quis candidatar à presidência, só que não foi eleito!
Em suma, não revejo nesta comunidade qualquer credibilidade ou possibilidade de a vir a ter. E a prova é que enquanto noutros países a comunidade tem força e faz pressão, aqui… a culpa é da Microsoft que tem muito lobby, pois claro!
Tuga:
Nem vou comentar os outros pontos ridículos que argumentas, mas este impõe-se declará-lo como sendo bem falso. Espero que seja apenas teres fontes de informação pouco idóneas ou mal informadas, em vez de estares efectivamente a mentir.
Com efeito, o Mário Valente disse:
Kincas:
Quer dizer que estás mal informada. A IBM e a SUN protestaram, mas o Instituto de Informática manteve-se irredutível no seu favoritismo escamoteado.
Se não queres ouvir/ver falar do OOXML tás com azar, isto ainda está longe de terminado, e o formato vai ser usado, quer seja um standard, ou não. Por tanto o único motivo que vejo para não quereres que se fale disto é seres mais um esbirro da m$ disfarçado, e que simplesmente quer que isto seja tudo aprovado sem que ninguém dê por isso.
A questão é queres, ou não que o ooxml seja um standard ISO?
Se não queres, não parece minimamente razoável que queiras que os outros se calem na denuncia desta situação.
Não gostar de uma pessoa, ou daquilo em que acredita, não é motivação aceitável para que se espalhe mentiras sobre ela. Defender isso, ou usar isso como justificação, só demonstra, que és um escremento moral.
Isto não é uma questão pessoal. É uma questão ideológica, uma questão técnica e uma questão de dinheiro para alguns.
A questão é que o dinheiro e o lucro, não se podem sobrepor a tudo, como o mercado livre, o interesse publico e neste caso também a qualidade técnica da especificação.
Já agora, consegues dar algum exemplo de algo que a m$ tenha feito de bom? Que não tenha sido feito primeiro por outro, ou que não tivesse sido feito por outros, caso a m$ não os tivesse impedido de fazer, violando as leis de concorrencia, ou violando outras leis?
Em relação aos comentários do Tuga.
Isto não é um questão do “Linux”, nem a ANSOL ou a comunidade de Software Livre em Portugal se reduz ao GNU/Linux.
A ANSOL tem realizado algumas acções, no limite das suas capacidades (somos todos voluntários que usam o seu tempo livre, e a ANSOL não nada em dinheiro). Infelizmente temos proposto várias outras acções, por exemplo ao governo da Republica, mas o governo não tem interesse em incluir o Software Livre no choque tecnológico.
As pessoas e empresas têm que ter um sentido de ética, o que a m$ e os seus funcionários fizeram é profundamente não ético.
O mesmo se aplica à moral, mas em relação a ti que vieste aqui MENTIR e acusar os outros de o fazerem, sem qualquer prova do que dizes.
Rui e Diogo, não vou perder mais tempo com os dois… mas asseguro-vos que o que MV escreveu não corresponde à verdade, e que ele se disponibilizou durante a primeira reuião para assumir a presidência…
é triste continuar a ver-vos seguir por este tipo de comentários… parabéns à MS que foi inteligente para “levar a àgua ao seu moinho”, gostava de vos ver discutir o day after e os planos a seguir para mostrar a razão em vez de comentarios e queixinhas que não levam a lado nenhum…
Ainda bem que deixas claro que apoias este tipo de atitude, como se isto fosse um evento desportivo e não tivesse em causa nada mais que uma taça. Assim fica tudo mais claro a teu respeito.
Diogo, apoio a inteligência, capacidade de iniciativa e uma sociedade livre assente … conceitos que infelizmente te faltam e desconheces…. pois nem conseguiste manter a discussão num plano elevado, passaste logo à ofensa pessoal… enfim, tipico da falta de maturidade e de espririto de democracia!
Mas, deixa-me apneas dizer-te que a M$ deve andar muito contente por te ter do outro lado.
Interessante o Instituto de Informática a alinhar desta forma com a Microsoft, protegida a todo o custo pelo governo Sócrates.
(Já cá cantam mais 500 mil licençazinhas!)
Será o Luís Vidigal a pagar os apoios dados pela Microsoft à APDSI, cujo vice é o referido Vogal desse paquidermico Instituto cuja extinção esteve prevista pelo PRACE?
Neste âmbito, valha-nos a Presidência da Republica. O site de Cavaco http://www.presidencia.pt está em open source deste o primeiro dia.
O que tás a apoiar não é a inteligência, é o oportunismo a falta de ética, a falta de escrupulos, a preversão da democracia e a retirada de liberdade. Porque é isso que a m$ fez.
A inteligencia só é boa, quando serve causas com valor ético e moral o que não é o caso da m$. A inteligencia é boa, mas há coisas com muito mais valor que a inteligencia.
Ah e quem começou com os insultos pessoais foste tu!
Porque é que o meu comentário passou sem uma resposta de quem me parece saber alguma coisa do assunto? Não estou a querer ser chato, mas o que perguntei são mesmo preocupações minhas. Rui, ou alguém informado, poderá responder ao comentário em questão?
Ah, e obrigado, desde já
TIago desculpa, passou-me.
Podes ver aqui: http://www.inst-informatica.pt.
Esta decisão vai recomendar ao IPQ, que representa Portugal na ISO, o voto a favor do OOXML na ISO. Os comentários devem ser tidos como declarações de voto, sem qualquer obrigatoriedade de resolução.
O problema é que o OOXML é um falso-standard que não é possível implementar correctamente por quem não for a Microsoft, ou quem não tiver acesso a informação privilegiada da Microsoft.
A partir do momento em que (espero que não aconteça) for declarado um standard, um estado pode legitimamente dizer: só trocamos ficheiros neste standard.
Resultado: o lobo com pele de cordeiro come os restantes cordeiros porque o pastor não vigiou o rebanho.
Não é só a ti…
Então e quando é que sai uma portaria a tornar ilegal a utilização de software open-source? será que um dia destes só é cidadão quem tiver uma licença do ME2 em casa?
VERGONHOSO o que se passou e o que alguns desses fulanos escrevem nos comentários…
Cada vez mais desiludido com o rumo da empresa da besta Balmer.
Assim é fácil perceber esta notícia:
http://www.wintech.com.pt/content/view/589/
Os votantes dividiram-se aproximadamente em 3 grupos:
1 – o grupo dos que estudaram o caso e estavam convencidos que as falhas técnicas e legais do standard (que existem e são graves) seriam sempre usadas contra os restantes implementadores.
Voto: no with comments
2- o grupo dos que estudaram o caso, admitiram a existência de falhas e experessaram o desejo de as ver corrigidas, mas mesmo sabendo qual o sentido de voto que garantiria a sua correcção, votaram por uma via que não o garante (porque razão?)
Voto: yes with comments
3- o grupo dos absolutamente a leste do assunto em debate, que não debateram a existência dos problemas e justificaram o sim com argumentos estapafúrdios (“é o utilizador final que decide qual o melhor standard”, “não queremos deixar de usar produtos Microsoft”, …)
Voto: yes with comments
Grupo 1 – todos os que votaram “No with comments”
Grupo 3 – Câmara Municipal de Santarém, Câmara Municipal de Cascais, Henrique O’Neill, JP e Sá Couto, IIES, Via Tecla
Grupo 2 – os restantes
A soma dos Grupos 2 e 3 perfaz 13 votos.
Naturalmente há falhas a apontar ao II:
- admitir a participação de um grupo como o 3
- não se interrogar sobre porquê o voto do grupo 2 ser contrário à vontade expressa pelo mesmo – serão critérios externos aos que deveriam ser usados numa comissão técnica?
- usar um critério FIFO para formar a comissão
Há quem use a expressão FIFO, outras usam GIGO
http://en.wikipedia.org/wiki/Garbage_In,_Garbage_Out
Como é que :
# Câmara Municipal de Santarém
# Câmara Municipal de Cascais
# Instituto de Informática
Votam a favor sendo entidades publicas ??????????
E quem é o sr Henrique O’Neill paar poder la estar individualmente ???
Quem é que dá autoridade a certas instituições – como as referidas pelo Luís Delgado – para votarem nisto?
Como é que entram duas câmaras municipais ali? Qual é o interesse que estas duas instituições, por exemplo, têm quanto à decisão de um standard?
Gosto também da posição da ASSOFT, com tanta coisa de “usar pirataria é ilegal” e votam a favor de um standard fechado – que é certo que vai ser alvo (indirectamente, neste caso) desta.
Nunca senti tanto desprezo pela Microsoft. É um dia triste.
Acho que o Henrique O’Neill é dono de uma empresa representante da Primavera Software:
http://www.partnertec.com/WebSite/Versao_PT/Solucoes/Primavera.htm
http://www.partnertec.com/WebSite/Versao_PT/A_Empresa/Equipa.htm
o que por si já diz mt coisa. Porque é que foi a título individual, só quem o aceitou poderá dizer.
[...] Fonte. [...]
[...] a noticia completa com comentários para saberem todos os [...]
Depois de esquemas publicitários envoltos de mentira e teorias da conspiração no final sobresaiu os valores de Justiça.
Para muitos dos que aqui se representam, como VD (Vitor Domingos), Rui Seabra, MV (Mário Valente) entre outros, apenas tenho a dizer que as pessoas não procuram nem se revêem nesse tipo de discurso destrutivo e maldizente.
A comunidade no geral procura e merece esclarecimentos centrados na perspectiva técnica, não é a falar em falta de cadeiras, lobbies e interesses da Microsoft o Papão Gigante que vão ao encontro do interesse geral.
Deixo aqui o exemplo daquilo que é um esclarecimento do interesse geral:
http://bitaites.org/cenas-geek/a-norma-office-da-microsoft-conseguira-o-voto-portugues#comment-3781
Bem haja a todos e parabéns Portugal pelo voto prestado,
Luis, um apoiante do OOXML
http://bitaites.org/cenas-geek/a-norma-office-da-microsoft-conseguira-o-voto-portugues#comment-3781
>A comunidade no geral procura e merece esclarecimentos centrados na >perspectiva técnica,
>
Se querias esclarecimentos tecnicos tinhas estado presente na CT.
Ah…. não podias, só tinha 20 membros. Temos pena.
— MV
Caro MV,
a sua resposta confirma em parte o que tinha dito antes…
À parte do seu sarcasmo, resta-me dizer que esta questão não é do interesse exclusivo de uma CT Nacional, mais ainda, cabe essencialmente às pessoas directamente envolvidas procurar esclarecer todos os outros que por motivos lógicos náo podem assistir.
Aquilo que realmente tenho pena é ouvir uma resposta dessas de alguém que supostamente deveria ter essa responsabilidade, ou não…
Bem haja,
Luís
>Aquilo que realmente tenho pena é ouvir uma resposta dessas de alguém >que supostamente deveria ter essa responsabilidade, ou não…
>
Responsabilidade de esclarecer alguem que já tem a opinião
contrária e que se auto-arvora como “esclarecedor do interesse
geral”? Dispenso, claro.
Para qualquer outra pessoa que
esteja *realmente* disposta em obter esclarecimentos
tecnicos, estou ao dispor.
— MV
PS – Já agora, fico à espera para tambem indicar, com factos,
aonde houve da minha parte “discurso destrutivo e maldizente”…
Luís,
Vamos à discussão técnica que tanto aprecia.
Como fã do OOXML, queira esclarecer-nos que dia da semana foi 1 de Janeiro de 1900 segundo o sistema de datas que o OOXML força em todos os implementadores.
Para a próxima, convoca-se um referendo nacional, porque será a única forma de chegar a um consenso (e mesmo assim…) sobre o número de cadeiras disponíveis.
É tão bonito ve-los a queixarem-se de que não tinham cadeiras suficientes para o lobby deles, e no mesmo paragrafo a queixarem-se dos outros lobbies… Sim sim, o que aqui se passou não foi lobby, foi apenas uma defesa de interesses (interesses de meia dúzia, dado que não tem qq representatividade nacional) em nome não sei do que… Certo….. (not!)
A lição a tirar disto tudo (e que os idiotas teimam em não aprender), é que com a atitude fanática, não vão a lado nenhum (FELIZMENTE!), e portanto vão continuar a ser uma meia dúzia de idiotas a estrabuchar.
MV,
julgo que não vale a pena entrarmos no campo pessoal, penso ser mais produtivo abordar o tema numa óptica de esclarecimento. Apesar da minha perpectiva ser diferente da sua, não vejo onde é que duas pessoas com opiniões divergentes sobre o mesmo tema não podem debater o assunto.
Tenho conhecimento de um modo geral sobre o que motiva a contestação do formato onde figuram diversos argumentos.
No contexto Nacional, gostaria de saber o que motivou os 7 votos desfavoráveis ao formato proposto.
Bem haja,
Luís
Rui,
a questão técnica que levanta foi objecto de exposição à ECMA a qual respondeu da seguinte forma:
2.5.3 ISO 8601 (date/time representation)
Comment source: Australia, Canada, Denmark, France, Kenya, Malaysia, Norway, Singapore, and the United Kingdom.
Response Document for Fast Track Ballot of ISO/IEC DIS 29500 (ECMA-376)
OpenXML provides a file format that allows numbers to be formatted as dates, including ISO 8601 date formats, as well as allowing those numbers to be used in both date and other numeric formulas as is normal for spreadsheets.
OpenXML supports two systems for converting numbers to their date format representations:
1. The 1900 date base system represents the technical decisions, including technical errors, of a prominent early spreadsheet implementation, namely, Lotus 1-2-3TM. This representation provides legacy compatibility.
2. The 1904 date base system that correctly reflects Gregorian calendar dates.
thus OpenXML does not contradict ISO 8601 or the Gregorian calendar.
Although OpenXML ‘s SpreadsheetML might support dates in a range smaller than that permitted by ISO 8601, Ecma does not see that this is a contradiction of that standard.
Se a ECMA não identificou aqui um problema seremos nós a dizer o contrário?
Quero acreditar que a avaliação da ECMA se baseia em estudos e pessoas credíveis.
Bem haja,
Luís
[...] a noticia completa com comentários para saberem todos os [...]
A batalha no nosso país está perdia, mas na questão da guerra de formatos nada está perdido. A tendência internacional parece ser contrária. Isto só mostra o país de vendidos que temos. Como dizia Salazar: “Orgulhosamente sós”.
Gostaria de deixar o meu agradecimento à ASSOFT pelo bom trabalho que tem feito na promoção do OpenOffice. Apesar do seu voto o seu trabalho tem resultado no oposto. Cada vez conheço mais pessoas e empresas a usar o OpenOffice para não ter que despender fortunas em licenças e não se submeterem às penalizações a que esta as pode submeter por uso de pirataria. Nem tudo são derrotas.
Zé do Referendo: quanto a “cadeiras”, o que tenho a dizer é que foi uma desculpa mal amanhada para manter o controlo da comissão técnica, aliás bem se viu que se tentou manter a proporção de “yes-men” presentes.
Se o OOXML fosse um standard aberto, não seria necessário que a Microsoft levasse uma legião de soldadinhos de chumbo para tentar controlar as comissões técnicas como o tem tentado fazer em todas as CTs, pois as pessoas que iriam discutir seriam pessoas inteligentes que saberiam admiti-lo.
Em vez disso tivemos alguns representantes da Administração Pública a gabarem-se de (cometendo mau uso de dinheiros públicos) assumir esforços de integração de qualquer formato que lhes chegue (dizem eles tentando parecer tão sagradamente equilibrados). Eu pensava que a AP andava meio pobre… pelos vistos às câmaras de Santarém e Cascais bem como a certos institutos de “informática” não lhes falta dinheiro.
Pergunto-me quantas licenças gratuitas (ou quase) receberam recentemente ou irão receber em breve, pois só assim consigo entender .
Que dia da semana, de acordo com o OOXML, foi 1 de Janeiro de 1900. Vá lá Luís, não é difícil. Abra o seu maravilhoso Excel e siga as instruções…
E já agora, que dia da semana foi 1 de Janeiro de 1800?
Com a excepção de todos os anos anteriores que também são Gregorianos mas impossíveis de representar. Ou só sabes papaguear os talking-points da Microsoft?
A ECMA não produz standard abertos. A ECMA normalmente produz especificações tal como apresentadas (ou com alterações minimais que não desvirtualizam a proposta original) pelos proponentes. ECMA-OOXML == MS-OOXML.
Repete comigo: A ECMA não produz standards abertos. A ECMA cumpriu o desejo expresso pela Microsoft quando entregou o documento de não fazer alterações de fundo ao documento da Microsoft.
“Abra o seu maravilhoso Excel e siga as instruções…”
“Ou só sabes papaguear os talking-points da Microsoft?”
“Repete comigo: ”
Caro Rui Seabra,
desde já chamo à atenção pela forma como se dirigiu a mim nos seus ultimos comentários. Sinceramente não me agrada muito essa abordagem vinda de alguém que não me conhece de lado nenhum.
Não vamos confundir a emotividade com o respeito mutuo que é um valor que deve ser mantido num diálogo.
Deixo aqui um apelo à sua moderação e bom senso.
Bem haja,
Luís
Caro LX,
o voto Português é 1 no meio de muitos e no final todos os votos terão o mesmo peso. Se é que houve irregularidades na CT Portuguesa como alguns de vós alegam, julgo que os restantes países estarão atentos a isso e tomarão as devidas providências para não recair em erro semelhante. Resta agora saber se houve ou não tais irregularidades.
Quando fala em Yes-voters não quererem discutir, sinceramente é difícil avaliar porque não estive lá, é importante ouvir o que ambas as partes têm para dizer sobre a forma como se processou o debate para ficarmos mais esclarecidos.
Quanto às falhas técnicas e legais que refere, a ECMA contrariou cada uma delas no documento Ecma/TC45/2007/006. Julgo que essa situação alavancou o SIM para uma vitória folgada um pouco por todo o lado.
Ecma/TC45/2007/006
http://www.computerworld.com/pdfs/Ecma.pdf
Bem haja,
Luís
@Luis,
Pelo que sei, mesmo essa especificacao da ECMA esta errada. O bug nao e’ originario do Lotus 1-2-3 (1983), mas sim do VisiCalc (1979) …
Mas presumo o que interesse a Microsoft/ECMA nao seja ser correcto, mas sim atirar as culpas para cima de terceiros. Alias, o bug esta la, e’ para ser corrigido, porque sugerir um BUG como STANDARD nao lembra a ninguem
So no dia em que REALMENTE houver uma discussao tecnica (e nao uma votacao datada apos um minimo possivel de discussao entre pessoas que, provavelmente, numa grande maioria, nem leram um decimo das 7000 paginas do ECMA 376) e estas objeccoes no link abaixo forem explicadas, e’ que se podera’ considerar aceitavel que haja uma votacao que acabe no “sim”:
http://www.grokdoc.net/index.php/EOOXML_objections
Caro Luis. Não se trata de teorias de conspiração. Trata-se de factos. A m$ e os seus esbirros agiram de forma a deturpar todo um processo que se queria transparente e representativo. Isto faz parte da verdade como um todo, pena que só queiras mostrar parte da verdade, talvez por seres um tecnocrata.
Foram aqui e na CT apresentadas de diversas razões técnicas pelas quais o ooxml, não deveria ser um standard, nenhuma delas parece ter sido refutada convenientemente.
A CT não era de forma alguma representativa dos principais stake holders, ao contrário do que a ASSOFT tentou fazer crer. E uma CT, desiquilibrada dificilmente pode fazer valer o interesse publico (não é a mesma coisa que interesse geral).
Queres acreditar que o ECMA fez um trabalho competente?
Isso é um acto de fé! Não é uma opinião baseada em factos. E não estou a dizer que o ECMA fez um bom, ou um mau trabalho, apenas que a tua opinião é um acto de fé.
Caro Zé do Referendo… Votações não criam conceitos, no máximo criam regras que os que respeitam a democracia, aceitam cumprir. Votações não mudam opiniões, permitem que elas sejam parcialmente exprimidas.
Podes explicar-me porque é que duas das empresas mais importantes neste sector foram impedidas de participar? Porquê o numero 20 e não 21, ou 22? Porque é que outros stake holders reconhecidamente importantes não foram incluidos?
Uma comissão técnica desta natureza não deve ser representativa da quantidade de pessoas com a mesma opinião, deve é permitir pelo menos aos principais stake holders terem a sua participação. E claramente não foi isso que aconteceu.
Porque é que participaram apenas dois municipios?
Porque é que os municipios não tiveram por exemplo representados pela Associação Nacional de Municípios?
Porque é que outras associações ligadas às tecnologias de informação não estavam presentes?
Porque é que as bibliotecas não estavam presentes?
Porque é que as editoras não estavam?
Porque é que o governo, não estava representado de forma única?
Não reconheces estas entidades como stake holders importantes, que nuna poderiam ter ficado de fora, numa CT com representatividade?
E já agora, na minha opinião deveria ter havido uma fase de consulta pública, de forma a poder-se obter contributos de entidades que não fizessem parte da CT. Não vejo mal nenhum nisso, acho que o processo ficava mais demorado, mas com mais qualidade.
onde está:
Caro Zé do Referendo… Votações não criam conceitos
leia-se:
Caro Zé do Referendo… Votações não criam concensos
=== óscares e distinções da CT 173 – OOXML Portugal =====
Melhor actor:
Pedro Quintas (Jurinfor) – admitiu publicamente a existência dos problemas da norma, concordanto que deveriam ser resolvidos e questionando várias vezes o perito, mas afinal votou no sentido contrário
Melhor cara-de-pau:
Manuel Cerqueira (ASSOFT) – comentou que “isto assim não dá, vem para aqui cada um dizer o que pensa….”
Melhor filme mudo:
Céu Mendonça e subsituto (Primavera Software) – fiéis secretários da CT, tomaram notas e contaram votos, sem nunca se manifestarem sobre questões técnicas
Melhor duplo:
Henrique O’Neill – participou a título individual, sendo na realidade Director Geral de uma empresa com interesses convergentes com a MS.
Melhor filme de accção:
Rui Seabra (ANSOL) – Acha mal que não o deixem falar e propõe-se a falar mais alto do que o presidente.
Melhor realizador:
Miguel Sales Dias (Microsoft) – fez o guião, coordenou os actores e pôs as legendas
Melhor filme cómico (ex-aequo):
Marcos Santos (Microsoft) – pediu um parecer jurídico para demonstrar que as petições não tem validade para as decisões da CT
Ricardo Mendonça (JP e Sá Couto) – Não vê razão para a Comissão Técnica impedir este standard porque o utilizador final é que deve saber se o standard é bom ou não
Melhor documentário:
tek.sapo.pt – relatou a guerra em directo, só faltou ouvirem-se os tiros
Distinções especiais:
Prémio Sonhador:
Mário Valente (ITIJ) – afirmou que as entidades da função pública tem uma “obrigação maior” do que simplesmente olhar para os interesses de mercado no curto prazo, visto que se discute a preservação de informação vital para o País
Prémio Santo António
Gustavo Homem (Angulo Sólido) – quer pregar mais tempo do que os outros – insistiu ininterruptamente num sermão aos peixes, sobre a utilização histórica das falhas em standards
Prémio Tirem-me Daqui:
Luis Valente (CM Santarém) – acredita que o standard deve ser aprovado porque na Câmara Municipal de Santarém pretendem continuar a usar produtos Microsoft, não sendo realista pensar no contrário
Prémio Tonelada (ex aequo):
Stephen McGibbon (Microsoft), Miguel Caldas (Microsoft), Rogério Coelho (ASSOFT) – intimidaram com argumentos de peso
Prémio Alfanumérico:
Paulo Trezentos (Caixa Mágica) – fala bem como pouca gente, mas alguém ouviu?
Prémio Enzima do Acontecimento:
IPQ – criou as melhores condições, PH neutro
Prémio Pilatos:
Engº Carlos Romero (Instituto de Informática) – lavou as mãos do assunto
==== óscares e distinções da CT 173 – OOXML Portugal =====
Melhor actor:
Pedro Quintas (Jurinfor) – admitiu publicamente a existência dos problemas da norma, concordanto que deveriam ser resolvidos e questionando várias vezes o perito, mas afinal votou no sentido contrário
Melhor cara-de-pau:
Manuel Cerqueira (ASSOFT) – comentou que “isto assim não dá, vem para aqui cada um dizer o que pensa….”
Melhor filme mudo:
Céu Mendonça e subsituto (Primavera Software) – fiéis secretários da CT, tomaram notas e contaram votos, sem nunca se manifestarem sobre questões técnicas
Melhor duplo:
Henrique O’Neill – participou a título individual, sendo na realidade Director Geral de uma empresa com interesses convergentes com a MS.
Melhor filme de accção:
Rui Seabra (ANSOL) – Acha mal que não o deixem falar e propõe-se a falar mais alto do que o presidente.
Melhor realizador:
Miguel Sales Dias (Microsoft) – fez o guião, coordenou os actores e pôs as legendas
Melhor filme cómico (ex-aequo):
Marcos Santos (Microsoft) – pediu um parecer jurídico para demonstrar que as petições não tem validade para as decisões da CT
Ricardo Mendonça (JP e Sá Couto) – Não vê razão para a Comissão Técnica impedir este standard porque o utilizador final é que deve saber se o standard é bom ou não
Melhor documentário:
tek.sapo.pt – relatou a guerra em directo, só faltou ouvirem-se os tiros
Distinções especiais:
Prémio Sonhador:
Mário Valente (ITIJ) – afirmou que as entidades da função pública tem uma “obrigação maior” do que simplesmente olhar para os interesses de mercado no curto prazo, visto que se discute a preservação de informação vital para o País
Prémio Santo António
Gustavo Homem (Angulo Sólido) – quer pregar mais tempo do que os outros – insistiu ininterruptamente num sermão aos peixes, sobre a utilização histórica das falhas em standards
Prémio Tirem-me Daqui:
Luis Valente (CM Santarém) – acredita que o standard deve ser aprovado porque na Câmara Municipal de Santarém pretendem continuar a usar produtos Microsoft, não sendo realista pensar no contrário
Prémio Tonelada (ex aequo):
Stephen McGibbon (Microsoft), Miguel Caldas (Microsoft), Rogério Coelho (ASSOFT) – intimidaram com argumentos de peso
Prémio Alfanumérico:
Paulo Trezentos (Caixa Mágica) – fala bem como pouca gente, mas alguém ouviu?
Prémio Enzima do Acontecimento:
IPQ – criou as melhores condições, PH neutro
Prémio Pilatos:
Engº Carlos Romero (Instituto de Informática) – lavou as mãos do assunto
Se o Luís é um exemplo de moderado e bom senso, então eu prefiro ser extremista e de mau senso, pois não me identifico com a sua definição de moderado e bom senso. O meu nome para a sua definição destes termos é “cara de pau”.
Quem quiser saber algumas das respostas à defesa da Microsoft/ECMA, pode ler este artigo em http://www.freesoftwaremagazine.com/node/2110.
Seja como for, o Luís ainda não respondeu à pergunta. Segundo o OOXML, que dia da semana foi 1 de Janeiro de 1900? E 1 de Janeiro de 1800?
Vá lá, seja honesto.
Luis,
Voce proprio disse:
“A comunidade no geral procura e merece esclarecimentos centrados na perspectiva técnica”
Eu ca estou interessadissimo no “esclarecimento” da sua “perspectiva tecnica” sobre varias questoes, e podemos comecar pela questao que o Rui ja lhe colocou varias vezes, e que ainda nao respondeu.
Eu posso ate concretizar as questoes de um modo mais simples:
Ha um bug na especificacao ECMA 376 em relacao a datas anteriores a 1904?
Deve um standard ser aprovado se incluir erros que vao contra a realidade e leis vigentes ha mais de 400 anos?
Coitado do Luís! Essas perguntas são demasiado concretas para ele responder. Se ainda fossem assim umas questões vagas, em que ele pudesse debitar mais uns lugares comuns e umas alarvidades, ainda podia ser que partilhasse connosco a sua “perspectiva tecnica”.
P: o Luís deve estar à espera que a Microsoft lhe ensine a resposta que deve dar.
=== óscares e distinções da CT 173 – OOXML Portugal =====
Melhor actor:
Pedro Quintas (Jurinfor) – admitiu publicamente a existência dos problemas da norma, concordando que deveriam ser resolvidos e questionando várias vezes o perito presente, mas afinal votou no sentido contrário
Melhor cara-de-pau:
Manuel Cerqueira (ASSOFT) – comentou que “isto assim não dá, vem para aqui cada um dizer o que pensa….”
Melhor filme de accção:
Rui Seabra (ANSOL) – Acha mal que não o deixem falar e propõe-se a falar mais alto do que o presidente.
Melhor filme mudo:
Céu Mendonça e subsituto (Primavera Software) – fiéis secretários da CT, tomaram notas e contaram votos, sem nunca se manifestarem sobre questões técnicas
Melhor duplo:
Henrique O’Neill – participou a título individual, sendo na realidade Director Geral de uma empresa com interesses convergentes com a MS.
Melhor realizador:
Miguel Sales Dias (Microsoft) – fez o guião, coordenou os actores e pôs as legendas
Melhor filme cómico (ex-aequo):
Marcos Santos (Microsoft) – pediu um parecer jurídico para demonstrar que as petições públicas não tem validade para as decisões da CT
Ricardo Mendonça (JP e Sá Couto) – Não vê razão para a Comissão Técnica impedir este standard porque o utilizador final é que deve saber se o standard é bom ou não
Melhor documentário:
tek.sapo.pt – relatou a guerra em directo, só faltou ouvirem-se os tiros
Distinções especiais:
Prémio Sonhador:
Mário Valente (ITIJ) – afirmou que as entidades da função pública tem uma “obrigação maior” do que simplesmente olhar para os interesses de mercado no curto prazo, visto que se discute a preservação de informação vital para o País
Prémio Santo António
Gustavo Homem (Angulo Sólido) – quer pregar mais tempo do que os outros – insiste ininterruptamente num sermão aos peixes, sobre a utilização histórica das falhas em standards
Prémio Tirem-me Daqui:
Luis Valente (CM Santarém) – acredita que o standard deve ser aprovado porque na Câmara Municipal de Santarém pretendem continuar a usar produtos Microsoft, não sendo realista pensar no contrário
Prémio Tonelada (ex aequo):
Stephen McGibbon (Microsoft), Miguel Caldas (Microsoft), Rogério Coelho (ASSOFT) – intimidaram com argumentos de peso
Prémio Alfanumérico:
Paulo Trezentos (Caixa Mágica) – fala bem como pouca gente, mas alguém ouviu?
Prémio Enzima do Acontecimento:
IPQ – criou as melhores condições, PH neutro
Prémio Pilatos:
Engº Carlos Romero (Instituto de Informática) – lavou as mãos do assunto
Borat no país das Urtigas: quase desmaiei de riso
Hahaha!!! Genial!!!
As actas das reuniões não podem ser publicadas? Devem dar uma boa tragicomédia.
“Prémio Tirem-me Daqui:
Luis Valente (CM Santarém) – acredita que o standard deve ser aprovado porque na Câmara Municipal de Santarém pretendem continuar a usar produtos Microsoft, não sendo realista pensar no contrário”
Afinal sempre é verdade, os autarcas portugueses são “uns senhores”…
Um mandado quanto tempo dura??? É que um standard não dura meia década… :S Aparentemente a MS tem lugar garantido para sempre. Se olhassem para europa, cresciam (Paris e Munich… «bah, que palermas») Sem dúvida o melhor “não argumento” que já ouvi. Os cidadãos de Santarém deviam pedir a este senhor para pagar as licenças do MS-Office que ele tanto protege
[...] 3rd, 2007 by mac2 Já nem falo do OOXML Affair, mas antes da forma como a Microsoft anunciou o atraso do Office 2008 para Mac: qual lamentamos [...]
Borat: Excelente!
P: Espero bem que actas sejam publicadas! A julgar pelos exemplos dados pelo Borat acima, suspeito que o “filme completo” deve ser muuuito interessante.
O que devemos fazer? Bom… Como todos somos profissionais ativos, vamos ignorar o OOXML se ele for aprovado, ou seja, mesmo que se torne o padrão, vamos continuar usando o ODF e evitar a todo o custo o OOXML. Vagabundo quer arquivo em OOXML???? Manda então ele dar um jeito de converter o ODF, mas eu pelo menos NUNCA VOU USAR DE JEITO NENHUM OOXML!!!!
Mais uma coisa… Pelo menos temos os nomes das empresas que votaram pelo OOXML! Vocês ai de Portugal já estão até com o nome! Divulguem para todos que apoiam Software Livre e padrões abertos e que são contra o monopólio e o jogo sujo da M$! Coloquem nos blogs, sites, falem para amigos, vizinhos, família etc. Vamos boicotar ao máximo essas empresas!
Está na hora de nos unirmos contra o mal comum!
CHEGOU A HORA DE LUTARMOS PELA LIBERDADE!
É por estas e por outras que ninguém vos leva a sério! Continuem assim!
Não resisto a colocar mais um post… porque de facto, ao ver este blog e os comentários que aqui vem escrito sobre pessoas, empresas e organismos publicos, de facto será dificil não criarem muito fél à comunidade Linux… admirem-se se continuarem só a ter referências no Min da Justiça… porque com a campanha que fazem e post que algumas pessoas de responsabilidade colocam acho que dificilmente alguma pessoa ou organismo vos esquecerás… Não admira que os Governantes não vos levem a sério, pois com uma comunidade assim, quem precisa de inimigos…
@Tuga:
E’ disparatado vires dizer que isto e’ um problema da “comunidade Linux”.
Eu nao pertenco a comunidade Linux. Na verdade, estou a escrever isto do meu Windows XP. Sou informatico e trabalho todos os dias com Windows e outras ferramentas Microsoft.
No entanto, sou muito critico em relacao as aldrabices que acontecem no meu pais, e esta aparentemente e’ mais uma – por estas e por outras ja emigrei ha mais de um ano. Sou tambem critico a pessoas como tu que acham coisas como estas perfeitamente normais em Portugal. Nao admira que sejam cada vez mais normais, se se continua a dizer sim com a cabeca e deixar que elas acontecam.
Standards correctos e livres de bugs? Perfeitamente. Aprovados por comissoes isentas que discutem as questoes tecnicas? Absolutamente. O que se passou nao foi nem uma coisa nem outra.
É pena é que os comentários sobre “pessoas, empresas e organismo publicos”, espelhem a realidade.
Quem não deve, não teme e pode defender as suas ideias publicamente. Quem vai desinformadamente vazer o voto que lhe mandaram sem perceber pevide do assunto duvido que tenha muito a acrescentar.
Ficou o voto e a fama.
E isto pouco tem a ver com “comunidade linux” – trata-se de avaliar rigorosamente uma norma. Se a norma fosse boa, era bem vinda.
Tuga e Bu: Meus queridos, vocês estão defecando pela boca! Pelo comentário de vocês já deu para perceber que vocês dividem a cama com o Steve Ballmer!
Não vejo razão para este tipo de linguagem neste forum. Acho que ninguém aqui se revê neste tipo de insulto. Sff discuta-se de outra forma.
Luís: Mermão, OOXML é um LIXO! Mais uma vez a M$ dando um jeito de continuar com seu monopólio… Se você defende o OOXML, ou você não tem nada na cabeça, ou você trabalha na M$, ou você faz parte de mais uma das “empresas” que foram compradas pela M$…
Abraços
Luís: você é um mestre da ilógica:
Felizes?
Os implementadores que quiserem violar o standard e implementar este erro de design, força. Mas um erro não deve ser intencionalmente standardizado.
O formato normal de datas do OOXML, para ser aceitável, não pode ser nenhum dos métodos que tem (1900 ou 1904) pois são incorrectos e demasiado incompletos.
A argumentação que o Luís dá, e o exemplo desse ignorante da Barclays Capital (que nem percebo porque lá está a dizer uma coisa dessas uma vez que eles não são implementadores) revelam como cada vez que há um problema técnico passam para o lado e fogem para argumentos emocionais ou não-técnicos.
A própria demora do Luís em responder (e ainda não o fez) revela como não quer admitir que é um problema que tem de ser resolvido, e como prefere fazer toda a gente perder tempo.
Luis,
Então esclareça lá:
- se a norma DIS 29500 menciona ou não comportamentos não documentados, que privelegiam o implementador MS
- se os implementadores podem ou não ser processados por violação de propriedade intelectual
- se todos os aspectos da norma são independentes da plataforma
- se há uma implementação de referência completa, aberta e multiplataforma como com o ODF
A história das datas, é apenas um detalhes no meio de uma selva de problemas.
Sr. Tuga, uma acha na fogueira para si, relativa à acusação contra o Mário Valente no que diz respeito a se candidatar para presidente.
Tirado directamente da acta oficial:
Isto parece-me tudo um belo circo!
Se há razões para protestar e invalidar o que aconteceu, que se faça isso mesmo…….
Porque não uma providência cautelar?
Se de facto houve “cambalacho”, e o II fez algo que não devia para favorecer a MS, os tribunais portugueses deverão poder fazer algo sobre o assunto.
Caro Rui Seabra…dizer que não se é candidato a presidente mas mostrar disponibilidade para ser presidência caso a CT ache necessário, o que é? Em politica, chama-se a isto, ser candidato a candidato… porque se na realidade o Mário Valente não pretendesse ser candidato a presidente não havia necessidade de intervir nesse sentido (como o fizeram todos os outros)… aliás apenas ele e a microsoft o fizeram porque ambos tinham essa ambição.
Acho que o Mário Valente deveria ter avançado e mostrado mais coragem, pois se ele percebeu que a microsoft avançava, o facto de ser juiz em causa própria seriam argumentos válidos para os dois lados.
Mas também acho, que não é foi o presidente que decidiu a votação… por isso, acho que não era por aí… nem que ditou as regras de Jogo (essas como sabemos foi o II).
Rui, continuo a não alterar um virgula ao meu primeiro comentário…
Tuga: O Mário não se candidatou, mostrou-se disponível caso mais ninguém quisesse, pois apesar de não se candidatar por considerar ter um conflito de interesse, parece-me que ninguém no seu perfeito juízo vai querer inviabilizar a formação de uma CT por não ter presidente.
Não me parece que se trate de uma questão de coragem, uma vez que foi mas é uma questão de lata, e o Mário não teve lata de se candidatar prontamente, ao contrário do fulano da Microsoft.
Quanto à influência do presidente da TC, posso-te garantir que em vez de discutir generalidades teríamos discutido pormenores técnicos, se o presidente não estivesse completamente focalizado numa aprovação rápida do OOXML.
O Mario até poderia ter tido essa ambição, e é justo que que a tivesse, aliás o mesmo digo em relação aos representantes da m$. A diferença, é que o Mario colocou a ética à frente da ambição, demonstrando que colocou o interesse público à frente do seu interesse pessoal.
O facto de o funcionário da m$ ter demonstrado ausência de ética, não justifica que outros actuem da mesma forma. Das duas uma, ou a m$ actuava com ética (o que já está mais que provado, que nunca o faz), ou o II, deveria ter estabelecido regras que impedissem este tipo de situações (como não o fez, demonstrou incompetência na defesa do interesse público).
Já fui critico de várias coisas que o Mario fez, mas desta vez, tenho de aplaudir a integridade da forma como agiu. É uma demonstração de personalidade e de ética a ser recordada.
O Sr. Tuga quer discutir o sexo dos anjos, em vez de falar do que interessa. E alguns dos outros nem sequer abriram a boca.
Segundo li apesar da China ser um mercado enorme da MS, decidiu votar não *por razões técnicas*.
Porque será que as democracias tem mais dificuldade em perceber as coisas?
O problema não é as democracias, é as pessoas não terem convicções e acharem que todos os que defendem as suas convicções são extremistas.
Há um extremismo, anti-pseudo-extremista.
@Diogo,
E’ capaz de haver alguma logica no raciocinio do LX. Havera’ possivelmente na democracia uma maior propensao a “corrupcao” quando se tratam de comites e dar cargos aos amigos e trocar licencas por votos, etc … ?
Descupem lá os meus amigos mas não me revejo nem um pouco nos vossos principios “democráticos”… então isso quer dizer, que sempre que alguém numa comissão, clube, etc tiver interesses não se deve candidatar a presidente porque é falta de etica?
Que valores e principios são esses? ´
A questão de fundo da nossa sociedade não é a dos candidatos mas de quem vota neles e neste caso, parece-me que foram todos menos 1.
Se alguém se candidatar para sacar proveitos pessoais disso… claro que não! Estamos bem, estamos… qualquer dia, ainda vem dizer que não há problema na corrupção! Ou que um juiz pode ser o advogado de defesa/ acusação :S
Se calhar eu devia ir para um cargo público com poder decisivo, abrir uma empresa no ramo e decidir a favor dos meus orçamentos. Assim tinha a vida feita à pala do dinheiro que é de todos e não é de ninguém…
Qualquer um destes exemplos, ilustra o que a MS fez, e que **NAO** é ético!
Gil,
vamos ser claros e verdadeiros ainda que a estória nos doa… acho que não se deve julgar nem fazer insinuações sobre o caracter de uma pessoa de forma leviana… Ser presidente – mesmo sendo parte interessada – não traz mal nenhum ao mundo desde que mantenhamos o corecto exercicio dessa função… que até aqui julgo que não foi questionável.
Mas o grande debate deste tema ainda ninguém teve coragem de abordar:
- A quem interessa as normas ISO numa primeira análise? Eu diria que à Administração Pública, certo?
- Então se retirarmos as amizades, lobbies, etc que são as empresas que votaram, a pergunta é, como votaram os representantes da nossa Administração Pública.? Pelas minhas contas foram 5-2.
E é esta a questão de fundo na minha opinião que ainda ninguém quis abordar… No fundo a Administração Pública a quem esta norma interessa em primeira análise disse sim… e é isso que como cidadãos deveremos perceber porquê? e com que fundamentos?
Ainda não se acusou o presidente da comissão de corrupção. Apenas de falta de ética. A comissão estava a discutir a aprovação de uma especificação, que garantirá lucros à m$. E como tal a pessoa em causa não era isenta. Ele tinha todo o direito de estár na comissão, mas parace-me uma total ausência de ética ter-se candidatado à presidencia da mesma.
O exercicio da função por parte do presidente foi na minha opinião questionável… Afiná de contas ele tentou evitar que se discutissem as questões técnicas. E acho que foi para isso que a comissão foi criada.
Na comissão não foi discutida uma norma ISO, foi discutida uma especificação técnica que ainda não é uma norma ISO.
Se retirarmos os votos que quisermos, podemos sempre discutir o que quer seja.
Mas sim parece-me claramente que as entidades da administração publica, foram contra o interesse público e contra os interesses do estado. Mas essa é outra questão.
O porquê da votação da administração publica?
Um dos representantes dos municipios justificou a sua votação com o querer continuar a utilizar software da m$. O que é obviamente uma desculpa disparatada, pois não era isso que estava em questão. Muitos dos representantes da administração pública estavam lá por também eles terem interesse em favorecer a m$ para obterem descontos, ou para retribuirem algum favor.
Tuga: estás a falar das administrações públicas que se gabaram de cometerem certos e determinados actos, que na realidade constituem mau uso de dinheiros públicos?
Como por exemplo afirmarem que apenas exigem entrega de documentos em formato electrónico, assumindo elas o esforço de integração de quaisquer formatos enviados?
Isto parece muito equilibrado e justo, com a diferença que não é. Estão a desperdiçar dinheiro de muitos contribuintes que nada têm a ver com a matéria.
Ou será que estás a falar das administrações públicas que foram para lá dizer que não iam discutir o ponto de vista técnico (numa Comissão Técnica…)?
Ou entidades que vão para lá dizer que a rejeição de extensões proprietárias prejudica a inovação?
Ou empresas que foram lá para estarem caladas e votarem a favor da Microsoft senão ainda lhes cai o Navision em cima?
Caro Tuga,
O presidente da CT tentou forçar a votação da primeira vez, talvez por receio que a discussão técnica alterasse as coisas.
Os representantes da AP que votaram sim, estavam nitidamente mal preparados sobre a matéria e não fizeram discussão alguma, deram desculpas esfarrapadas e não técnicas sobre o seu voto. Haja direito à opinião, mas não à ignorância. Como se pode ir votar, representando o país, quando não se percebe nada do assunto?
Já agora, quer partilhar connosco a razão de ter votado sim?
Ainda bem, detestaria poder contabilizar-te entre um democrático quando dizes coisas como:
Democracia é o regime escolhido pelo povo. O eleito foi eleito para servir o povo, e não os seus interesses. Neste caso a Microsoft deveria ser a última entidade a querer propor-se para presidente da TC.
Aliás, saliento que o Presidente da TC ganhou (incorrectamente na minha opinião) o voto de qualidade. Ou seja, bastaria um elemento faltar que, ficando 9-9, o Sr. Presidente votaria em quê? Uma pessoa isenta, ok, o representante da principal interessada já tem todo o interesse em não ser isento, uma vez que só tem a perder na empresa onde trabalha se não defender os interesses dessa empresa.
Se não te revês nos nossos princípios democráticos, ainda bem, sempre fico mais descansado.
Vamos lá a detalhar o 7-1. Dos que estiveram a favor da Microsoft ser presidente da TC esteve:
* a própria Microsoft
* Business partners da Microsoft
* a ASSOFT
* entidades que estão com fortes laços e intimidade com a Microsoft
Concordo consigo neste aspecto, foi bastante revelador… da falta de ética.
@ LX
“Já agora, quer partilhar connosco a razão de ter votado sim?”
Fui eu ou foste tu quem votou sim? Pois para mim ficou muito claro que também lá estiveste.
Acho que ficou claro daquilo que escrevi aqui qual é a minha opinião sobre o OOXML: “assim não”.
Pelo contrário, o caro Tuga, veio para aqui falar mal do MV e da comunidade Linux, assuntos que pouco ou nada tem a ver com discussões técnicas.
Mas ainda não o vi defender o seu sentido de voto!
Falar mal dos outros é muito fácil. Justificar a sua posição parece que levanta mais dificuldades….. onde é que estão as suas certezas?
enfim…. tristeza…. ainda gostava de saber como ganham dinheiro para viver com o SO LIVRE
Há milhares de empresas a fazê-lo.
Assistência técnica, soluções à medida do cliente, apoios de empresas e utilizadores interessados… etc… Instituições públicas que poupam fortunas em licenciamento de software. O exemplo mais berrante é a junta da Extremadura em Espanha. Com sérias dificuldades em obter meios informáticos, desenvolveram a sua própria distribuição Linux (o Linex) para uso nas instituições públicas, com o dinheiro que pouparam equiparam-se. Passaram de uma região com poucos fundos para ter meios informáticos nas escolas para a região com mais PCs por aluno na UE!!!
A maior dificuldade de lucrar com software Livre/Aberto é a falta de vontade, soluções não faltam, há um excesso de comodismo.
é por isso que a unica coisa que voces sabem fazer é dizer mal, do que tem a maior cota do mercado… quando “voces” conseguirem por o linux tao user friendly como o windows depois digam qq coisa… de parecido até igual ou melhor ainda falta mto… velocidade de instalaçao de um so microsoft e de um so linux!!! tb qrem comparar??? aplicaçoes para linux? jogos? etc etc qrem continuar… nao culpem só a microsoft… tem de culpar todas as outras macromedia, autodesk, easports, konami!!!! pq será que estas empresas nao deixam de desenvolver para windows e passam a desenvolver para linux… os jogos que existem para linux tem quantos anos??? há por isso é que voces precisam de tal funcao a funcionar que tavam a criticar que o execel nao fazia……… há afinal havia uma explicaçao
Olha outro… o que e’ que este topico tem a ver com Linux?
Sera que vou ter de repetir: EU SOU UM WINDOWS USER E NAO APOIO OOXML
Que figurinhas tristes que estes trolls veem para aqui fazer…
http://alentitalk.blogspot.com/2007/08/ooxml-adral-e-ct-173-algum-explica.html
Acha que a Adral se fez representar sem legitimidade no processo do OOXML em Portugal? Escreva ao IPQ e diga-lhes isso mesmo. Não me admiraria se houvesse outros casos assim, com tantas pressas neste processo. É entrar que vai fechar!
Só pra dizer que não reconheço este comité, como representante português e vou passar a exigir a sua extinção.
Como é possível a câmara de Santarém e de Sintra pertencerem ao uma votação sobre informática e não empresas de informática como a IBM , SUN etc ..
E porquê estas 2 câmaras e não as outras 306 ?
Pessoal, vamos é mobilizar-nos, fazer uma abaixo assinado, reclamar que o povo Português não reconhece essa treta doInstitudo da informática nem para dar água aos passarinhos e exigir o porquê dessas entidades estarem la sentadas com voto e outras do mundo informático nao ?.
Vamos juntar-nos e fazer chegar isto a televisão jornais e tudo o resto
Eu não defendo que o software livre ou de código aberto, seja a panaceia (há lugar para todos), mas pelo que se pode ler aqui, esta coisa da CT é, no mínimo, um atestado de burrice que tentam passar aos cidadãos deste pais em geral.
Então standarizar erros conhecidos, só porque é a m$ a presenta-los…??? Se o dinheiro não compra tudo, pelo menos parece… Ao ponto de, pelo que li, pessoas com reconhecidos conhecimentos técnicos, “entregarem a sua alma ao diabo”
Tristeza de mundo que só pensa em dinheiro…
Mauro: eu enviei mensagens de email para tudo o que é jornal e televisão. Não obtive qualquer resposta. Excepto a do servidor do ‘Destak’ que dizia que o email não existia…
Isto parece ter sido o resultado de um misto de preguiça (por parte do II) medo e corrupção. Deveras mafioso.
Rui: nesta data (17 Agosto) o IPQ já aprovou a votação?
Sabes que comentários acompanharam o voto “SIM”? Houve comentários técnicos?
Caso afirmativo: achas possível convencer o IPQ que os votos “SIM” com comentários técnicos são na realidade “NÃO”s mal informados (os votos sim não podem ter comentários técnicos) e proceder a nova votação ou pedir a algumas entidades para rever o voto?
Em qualquer caso valeu o esforço. A luta continua!
crentes!
Mas alguém me explica qual o mal ou bem que vem ao mundo das TIC com uma ou outra norma. Parece-me uma discussão um pouco para o exagerado, afinal a MSFT sempre conseguiu “criar” as normas que lhe apeteceu devido ao seu sucesso comercial e capacidade de desenvolvimento e sempre existiram normas alternativas de qualidade com mais ou menos adopção pelo mercado. A isso chama-se escolha.
Não deveria ser o mercado a decidir o futuro destas ou de outras normas?
@Vic
Nao sei o que te referes por “normas” mas aqui esta-se a falar de standards ISO, que e’ uma questao seria.
Imagina o seguinte: um dia a Microsoft diz: ‘o dia da semana a seguir a sexta e’ o domingo’. Depois “arranja maneira” de ver essa proposta aprovada como um standard pelo qual as pessoas se devem reger. O que fazes a partir dai aos teus calendarios?
A escolha em termos de mercado sem duvida e’ proveitosa. Em termos de standards, nao e’ tao proveitosa, e quando um deles tem mais furos que queijo suico, as coisas tornam-se mais complicadas.