Petição: Portugal diz NÃO ao formato Microsoft Office
Este post do Mário Valente revela mais uma vez a falta de honestidade da Microsoft. Numa comissão recentemente formada para definir a posição de Portugal sobre a standardização, pressionada pela Microsoft, em fast-track ISO do formato proprietário do Microsoft Office, em vez de seguir o exemplo do Mário Valente, abertamente pró-Open Document Format (ISO23600) de não se candidatar à presidência da comissão por se reconhecer parcial nesta matéria, o que faz o representante da empresa MAIS interessada na matéria? Candidata-se. E vence.
Claramente é necessária uma mensagem para esta Comissão Técnica, por isso apelo a que assinem esta petição ASAP, não há tempo a perder.
Para: Membros da Comissão Técnica para a avaliação dos standards ISO
No próximo dia 16 de Julho, pelas 14.30, no Instituto de Informática, vai ser decidido o sentido de voto de Portugal na aprovação ou não do ISO DIS 29500 (Office OpenXML ou OOXML format).
Os cidadãos Portugueses abaixo assinado pedem-lhes para considerar a REJEIÇÃO de tal formato como standard, como aliás fizeram milhares cidadãos de todo o mundo em http://www.noooxml.org/petition , tendo esta petição atingido as 10000 assinaturas em menos de uma semana.
Existem diversos motivos pelos quais tal proposta deve ser recusada, entre os quais:
- Já existe um standard ISO26300 chamado Open Document Format (ODF): dois standards aumenta o custo, a incerteza e a confusão na indústria, no governo e nos cidadãos;
- Não existe nenhuma implementação provada da especificação OOXML: o Microsoft Office 2007 produz uma versão especial do OOXML, não um formato de ficheiro que cumpra com a especificação do OOXML;
- Existe falta de informação no documento de especificação, como por exemplo como fazer um autoSpaceLikeWord95 ou useWord97LineBreakRules;
- Mais de 10% dos exemplos mencionados no standard proposto não validam como XML;
- Não existe nenhuma garantia de que qualquer pessoa possa escrever software que implemente total ou parcialmente a especificação OOXML sem estar sujeito às patentes detidas pela Microsoft;
- Esta proposta a standard entra em conflito com outros standards ISO, como a ISO 8601 (Representation of dates and times), ISO 639 (Codes for the Representation of Names and Languages) ou ISO/IEC 10118-3 (cryptographic hash);
- Existe um erro no formato de folha de cálculo que impede a insersão de qualquer data anterior ao ano 1900: erros como estes afectam a especificação OOXM tal como software, como o Microsoft Excel 2000, XP, 2003 ou 2007;
- Esta proposta a standard não foi criada através da experiência e conhecimento de todas as partes interessadas (tais como produtores, vendedores, consumidores, utilizadores e reguladores), mas apenas pela Microsoft.
Os subscritores… Acrescenta aqui o teu nome, É MESMO IMPORTANTE!
Categoria: Software Livre | 13 comentários »
Temas: Governo, Monopolsoft, ODF, OOXML Assim Não!, Software Livre



Vamos optar por soluções open-source para toda a informação estar acessível a todos os cidadãos.
[...] [descaradamente] retirada de Software Livre no Sapo por Rui Miguel Silva Seabra. Submit this post to Postsink! google_ad_client = “pub-7415735187814683″; google_ad_width [...]
Não deixemos essa grande oportunidade de se defender os padrões abertos. Caso contrário no futuro todos perdem ! O padrão aberto valoriza o teor e continuidade da informação.
axo k sim!
Não vamos deixar nas mãos de uma única empresa [estrangeira ou não] os dados que pertencem aos cidadãos do nosso País. Um formato aberto assegura-nos que a qualquer momento qualquer instituição pode desenvolver programas adequados para a sua manipulação, e ajustados às necessidades específicas de cada momento e de cada contexto. E isso não é possível se estivermos todos a usar como padrão um formato proprietário, fechado ou semi-fechado, cuja documentação não é inteiramente pública.
Para o que é de todos, vamos usar tecnologias que sejam de todos!
[...] « Petição: Portugal diz NÃO ao formato Microsoft Office [...]
Tipicamente não me importo nada de assinar uma petição online, mas desta vez pedem-me o nº de BI.
Calculo que seja para autenticar o número de votantes, mas preferia outra maneira.
Este é um assunto em que eu não me importaria nada de ter trabalho a escrever uma carta propriamente dita a chagar alguém, só preciso é de mais info para saber para onde escrever e o que dizer.
Há algum órgão responsável por tais comunicações analógicas sobre assuntos de governo? Como o contactar?
- Subscrevi a petição, apesar de pedir um excesso de dados, incluindo o BI que só seria necessário para fins legais como apresentação à Assembleia da República.
- Subscrevi porque sou contra os formatos de representação de documentos proprietários e protegidos por licensas, sendo também contra os formatos independentes e livres, mas sendo a favor dos formatos normalizados por organismos internacionais como a ISO, ITU… que devem ser efectivamente implementados de acordo com o normalizado.
Se já sabem as respostas, porque acham que tem excesso de dados?
Como é evidente é para apresentar à AR e outras entidades competentes.
Ok ok
Eu quando disse autenticar não fazia ideia para quem. Sendo assim vou assinar.
Acho que seria importante mudar o título: alguns portugueses dizem NÃO ao formato Microsoft Office. Sejamos rigorosos, sob pena de perdermos credibilidade.
[...] mais detalhes [...]
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